Campo Grande está em curva ascendente da covid e deve manter medidas, diz médico da Fiocruz

"Não dá para ter tranquilidade", afirma profissional a respeito dos números da doença na capital de MS

Mestre em saúde pública da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), o médico Daniel Soranz afirma que Campo Grande está no início da pandemia de coronavírus (Covid-19) e precisa manter todas as medidas adotadas até agora para combater o avanço da doença. A Capital tem seis mortes – a mais recente é de uma idosa de 85 anos, registrada na madrugada desta quarta-feira (20).

“Estamos em curva ascendente no número de caso, não dá para ter tranquilidade, temos de manter todas as medidas de higiene, quando não for essencial sair, manter o isolamento social, cuidado especial na mistura de pacientes com sintomas respiratórios de quem não tem, dentro do serviço de saúde. Estamos em curva ascendente também em Campo Grande, já era de se esperar, essa situação vai se perdurar por alguns meses”.

O médico participa da reunião da Comissão Especial da Câmara Municipal, criada para discutir e atualizar as ações relacionadas ao vírus. A transmissão pode ser acompanhada clicando aqui.

Indagado sobre uso da cloroquina como tratamento de pacientes contaminados, o médico reforçou que a briga entre entes federados com os governos estaduais e municipais ‘não faz sentido’. “Desestrutura o combate ao coronavírus. Esta é a primeira vez que o Ministério da Saúde perde o protagonismo”.

Lembrou, ainda, da perda de dois ministros da Saúde [Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich], no meio de uma pandemia, e o quanto a situação deixa medida paralisadas. “Uso do medicamento e o isolamento começam a ser politizados. Quando a decisão precisa ser por evidência científica”.

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