Avanço do coronavírus em MS é falta de conscientização da população, afirma prefeito de Batayporã

O prefeito comentou que "as pessoas ainda não estão levando a sério" a pandemia do coronavírus

O motivo do recente avanço do coronavírus em Mato Grosso do Sul, para o prefeito de Batayporã, Jorge Luiz Takahashi, é a falta de conscientização da população. “As pessoas ainda não estão levando a sério, estão brincando”, comentou sobre a do coronavírus.

Em transmissão ao vivo nas redes sociais, o prefeito lembrou que mesmo com “alertas de todos os órgãos do Governo do Estado e Federal”, os sul-mato-grossenses não se conscientizaram sobre a gravidade da . “A gente percebe que a população, as pessoas principalmente, estão brincando com uma fase do Covid-19 que está passando pelo Brasil, pelo nosso Estado e principalmente no nosso município de Batayporã”.

Durante atualização dos casos de coronavírus no município, Takahashi citou algumas cidades que possuem os maiores números de infectados do estado. “Fátima do Sul estava brincando, Guia Lopes da Laguna estava brincando, Campo Grande estava brincando, e o que aconteceu? Olha essa brincadeira onde chegou, a falta de conscientização nossa, enquanto população, é onde chegou”, ressaltou.

De acordo com boletim da SES (Secretaria de Estado de Saúde), Mato Grosso do Sul possui 1.356 casos confirmados de coronavírus, sendo que a capital possui 278 infectados, seguida por Dourados com 236 e Guia Lopes da Laguna com 225. Até o momento, Batayporã possui seis casos confirmados da doença e dois óbitos causados pelo coronavírus.

Medidas mais severas

Nesta sexta-feira (29), foi publicado o decreto nº 47/2020, que torna as medidas de enfrentamento ao coronavírus mais severas em Batayporã. “Nós estamos tendo problemas também com alguns comerciantes, que estavam brincando até esses dias agora, como se isso não existisse [coronavírus], eles não estavam usando máscaras e nem exigindo que os funcionários usassem”, citou o prefeito.

No decreto, a prefeitura diminuiu o período de funcionamento de conveniências, bares, sorveterias, restaurantes e lanchonetes do município. Para evitar aglomerações e aumentar o índice de isolamento social, o toque de recolher da cidade passou a ser das 20h às 05h do dia seguinte.

“A nossa taxa de isolamento caiu, está lá embaixo, 30% é considerado zero em uma dessas”, lembrou. Takahashi também ressaltou em transmissão ao vivo as multas que poderão ser aplicadas para reuniões familiares e não familiares que causem aglomerações, que tem valor previsto de R$ 1 mil segundo o decreto.

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