VÍDEO: Salineiro acusa Gomes de dizer que ‘mulher gosta de apanhar’ e gera bate boca

'Não tem o direito de dar chilique', disse Salineiro na discussão

Mais um bate boca tomou conta da sessão da Câmara de Campo Grande nesta quinta-feira (30), dia de uso da palavra para discutir o mês de enfrentamento a situações de violência contra a mulher. Ao fazer comentar o assunto, o vereador André Salineiro (PSDB) acusou o vereador Valdir Gomes (PP) de dizer que ‘muitas mulheres gostam de apanhar’, depois que o parlamentar afirmou que ‘tem mulher que apanha e, no dia seguinte, está dormindo com o agressor”.

A discussão aconteceu quando os vereadores fizeram uso do microfone para comentar os dados levados pela subsecretária da Promoção da Cidadania e Políticas Públicas para as Mulheres Carla Stephanini. Valdir Gomes não gostou da observação feita pelo colega parlamentar e rebateu.

“Eu nunca disse isso. Todas as sessões são gravadas e todo mundo pode conferir que eu não disse isso. O que eu disse é que as mulheres acabam se reconciliando e não levando o processo contra o agressor para frente”. E se exaltou. “Eu quero que o vereador retire o que disse”.

Salineiro, que ainda fazia o uso da palavra, completou. “O senhor está enganado. Se eu disse isso, então está retirado. Agora o senhor não tem o direito de dar chilique aqui e aumentar a voz. Eu não falei isso, eu não vou me rebaixar. Aqui não é lugar para isso”.

Presidindo a sessão, o vereador Cazuza (PP) pediu aos parlamentares que acalmassem os ânimos. “O mesmo mandato dele é o meu aqui nesta Casa”, rebateu Gomes.

Passeata

Subsecretária da Promoção da Cidadania e Políticas Públicas para as Mulheres, Carla Stephanini foi à Câmara nesta quinta divulgar a passeata de conscientização do mês de enfrentamento a situações de violência contra a mulher.

No dia 1º de junho, às 8h, haverá uma caminhada que contará com a participação da madrinha Luiza Brunet, com concentração na frente da governadoria, no Parque dos Poderes.

Na semana de 1º a 7 de junho serão realizadas várias ações como palestras, panfletagens, eventos e debates para discutir o feminicídio como a maior violação dos direitos humanos contra as mulheres.

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