Vereador quer devolução de salários pagos a parentes do prefeito em Corumbá

Ele aguarda que ressarcimento seja cobrado pela Promotoria, senão irá protocolar pedido na Câmara.

Com o MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) investigando gastos de R$ 85 mil mensais pagos a parentes do prefeito Marcelo Iunes (PSDB) nomeados como comissionados na administração de Corumbá, a cobrança da oposição é pela restituição dos recursos aos cofres do município.

“Estamos aguardando o promotor pedir a devolução judicial, senão a gente vai cobrar pela Câmara”, adiantou ao Jornal Midiamax o vereador Gabriel Alves (MDB). Segundo ele, a nomeação dos parentes do prefeito tem repercutido ‘em cada esquina’ da cidade e há tempos tem deixado a população indignada.

Apesar disso, a Câmara ainda não tocou no assunto. “É complicado porque a esmagadora maioria é da base de apoio do prefeito”, explicou. De acordo com o vereador, as nomeações de parentes vinham sendo assunto na cidade há tempos, mas vieram à tona agora com investigação do MPMS.

Eleito como vice de Ruiter Cunha em 2016, Iunes ficou com o comando da cidade em novembro de 2017, quando o titular morreu após cirurgia para corrigir um aneurista. Desde então, Marcelo trocou o PTB pelo partido do governador Reinaldo Azambuja, e nomeou em cargos públicos a esposa, uma cunhada, um cunhado e um irmão.

Enquanto isso, a investigação segue lentamente no MPMS. Recentemente, após 6 meses para investigar dados disponíveis em rápidas consultas pela internet, o promotor Luciano Bordignon Conte tomou uma atitude. Mas, tudo que fez foi publicar uma ‘recomendação’ para Iunes demitir um dos parentes.

O promotor titular do Patrimônio Público em Corumbá levou seis meses para decidir enviar à Prefeitura apenas a ‘recomendação’ pela exoneração do cunhado, Jeferson Telles Moreira, agraciado com nomeação como assessor especial e salário mensal de R$ 7.420,00 pelo prefeito Marcelo Iunes.

Conforme o vereador, na última sexta-feira (31), após o caso vir à tona, o prefeito exonerou Jeferson e outro cunhado chamado Fernando que nem sequer havia sido alvo de investigação. “Agora a gente esta esperando que restitua o dinheiro do erário”, cobrou. “Eu como vereador vou cobrar essa restituição. Mas, como oposição acho que só sobrou eu”, lamentou.

A reportagem do Jornal Midiamax novamente tentou entrar em contato com o prefeito de Corumbá, mas ele não atendeu as ligações nem retornou as mensagens. Permanece aberto o espaço caso queira se manifestar sobre as nomeações.

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