Investigado e preso por corrupção, vereador passa a noite em delegacia

Investigações apontam esquema de fraudes em licitações envolvendo empresas de software

(Foto: Osvaldo Duarte/Dourados News)

O vereador Idenor Machado (PSDB) permanece no 1º Distrito Policial de Dourados desde a tarde desta sexta-feira (18), quando foi preso. De acordo com as informações, não há previsão de quando ele será encaminhado para a Ped (Penitenciária Estadual de Dourados).

Ele foi afastado do cargo por conta de uma investigação em dezembro de 2018, que apurava corrupção dentro da Câmara de Dourados. Não podendo ir à Casa de Leis, ele acabou descumprindo a medida e foi até à Câmara no dia 15 de janeiro deste ano. Após constatar que ele foi até o local, a Justiça emitiu mandando de prisão contra o vereador.

O mandado de prisão contra Idenor, ex-presidente da Câmara Municipal, foi cumprido nesta sexta por policiais do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado).

Habeas Corpus

Duas semanas após a operação, a Justiça concedeu habeas corpus para três investigados. Idenor, Cirilo Ramão (MDB) e Pedro Pepa (DEM), que mesmo com a soltura, não poderiam reassumir os cargos na Câmara Municipal, muito menos ir até a Casa de Leis.

Operação Cifra Negra

Idenor é um dos alvos da Operação Cifra Negra, desencadeada no dia 5 de dezembro de 2018. Além dele, foram presos os vereadores Cirilo, Pedro Pepa e o ex-parlamentar, Dirceu Longhi (PT). As investigações apontavam para esquema de fraudes no processo licitatório da Casa envolvendo empresas de software.

A operação é coordenada pela 16ª Promotoria de Justiça de Dourados e a 2ª Delegacia da Polícia Civil da cidade.

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