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Tesoureiro da prefeitura de Dourados preso em operação passará a noite em cela de delegacia

Jorge Rodrigues de Castro foi preso pela manhã em casa e levado para oitiva no MP, após isso chegou a delegacia

O tesoureiro da prefeitura de Dourados, Jorge Rodrigues de Castro, preso na manhã desta quinta-feira (14), na terceira fase da Operação Pregão, desencadeada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), entidade vinculada ao MP-MS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), passará a noite em uma das celas do 1º Distrito Policial de Dourados.

De acordo com o Dourados News, Castro passou por oitivas no Ministério Público Estadual e depois foi encaminhado, durante a tarde desta quinta-feira, à delegacia da cidade, onde ficará por enquanto.

O tesoureiro foi preso em sua casa e posteriormente levado até a prefeitura do município. Além dele, foram presos o ex-secretário de Fazenda da cidade, João Fava Neto, o ex-chefe do departamento de licitações de Dourados, Anilton Garcia de Souza, o policial civil Ademir Almada de Góes Junior e Maria Madalena Godoe Almada. Os dois últimos seriam donos de uma empresa contratada pela prefeitura com dispensa de licitação, eles tiveram suas prisões efetuadas em Campo Grande.

Como João Fava Neto e Anilton Garcia de Souza já estavam presos, o primeiro em Campo Grande e o segundo na PED (Penitenciária Estadual de Dourados), eles apenas receberam a notificação da prisão preventiva.

Operação Pregão

A Operação Pregão investiga a contratação de uma empresa de refrigeração pela prefeitura de Dourados com dispensa de licitação e que foi paga como se o serviço prestado tivesse sido uma consultoria jurídica.

Durante a terceira fase da ação foram expedidos cinco mandados de prisão, todos expedidos pelo juiz Luiz Alberto de Moura Filho, da 1ª Vara Criminal de Dourados. Três deles foram cumpridos em Campo Grande e dois em Dourados.

A primeira fase foi deflagrada em outubro do ano passado, tendo por objetivo esclarecer a atuação de uma suposta organização criminosa composta por agentes públicos, políticos e empresários, visando à prática de diversos crimes, incluindo fraude em licitação, dispensa indevida de licitação, falsificação de documentos e advocacia administrativa, além do crime contra a ordem financeira e incidência na conduta da Lei Anticorrupção.

Os atos teriam sido praticados durante a atual gestão do município de Dourados. Em dezembro, a segunda fase da operação foi deflagrada.

Durante a primeira fase, foram presos a vereadora Denize Portollan (PR), o secretário municipal de Fazenda, João Fava Netto, o presidente da Comissão de Licitação, Anilton Garcia de Souza e o empresário Messias José da Silva. Todos seguem presos há cinco meses, inclusive Anilton, que conseguiu um habeas corpus na terça-feira (12) no STJ (Superior Tribunal de Justiça), mas não foi liberado até o momento. E nem deve ser, com o novo pedido de prisão expedido pela Justiça.

A defesa dos outros três entrou com o mesmo pedido ao Superior após a autorização do STJ para Anilton deixar a cadeira. (Com Evelin Cáceres)

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