Terra Branca II: Ex-chefe do RH da Prefeitura e ex-secretária de Assistência estão entre presas

Ex-secretária de Administração foi presa no Rio de Janeiro

Além da ex-secretária de Assistência Social e Administração Andressa Paraquett, presa no Rio de Janeiro nesta segunda-feira (25), o Gaeco cumpriu ordem de prisão contra a ex-secretária de Assistência Social Eiza Nágila Bassoli e contra a ex-chefe dos Recursos Humanos da Prefeitura de Ladário Marilene Ribeiro de Souza.

Existe um outro mandado de prisão, ainda não divulgado pelo MP-MS (Ministério Público Estadual de Mato Grosso do Sul). De acordo com as investigações, Marilene teria facilitado as contratações por meio de processos seletivos fraudulentos.

Eiza Bassoli assumiu a Secretaria de Assistência após Andressa Paraquett, que atuava como secretária de Administração. Após a prisão do ex-prefeito Carlos Ruso, ela foi exonerada, indo morar no Rio de Janeiro.

Marilene deixou os Recursos Humanos e ainda foi Presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, cargo que deixou ano passado após ser exonerada pelo atual secretário de Assistência, Alexandre Ohara.

Fraude em licitação para pagar campanha

A Operação Terra Branca II, deflagrada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), faz nesta segunda-feira (25) buscas, apreensões e cumpriu quatro mandados de prisão ao investigar suspeitas de fraude em licitação com quatro empresas de Corumbá, cidade vizinha.

O órgão do MP-MS (Ministério Público Estadual de Mato Grosso do Sul) realiza a operação em conjunto com a Promotoria do Patrimônio Público de Corumbá e também apura a realização de contratações de pessoal por meio de processos seletivos fraudulentos.

Segundo o Ministério, uma organização criminosa atuou na Secretaria de Assistência Social do Município de Ladário no período de janeiro de 2017 a outubro de 2018.

O objeto da investigação refere-se à prática dos crimes de organização criminosa, peculato, prevaricação, falsidade ideológica e fraude em licitação através do desvio de dinheiro público mediante a contratação fraudulenta de empresas e prestadores de serviços, via dispensa ilegal de processo licitatório, com superfaturamento dos preços e ausência da entrega do bem ou serviço contratado.

A fraude também ocorria via contratação direta de servidores, via processo seletivo também fraudado. Os valores dos cofres públicos recebidos pelas empresas ou servidores contratados ilegalmente eram repassados aos agentes públicos participantes do esquema.

Os desvios tiveram início logo nos primeiros meses de 2017 e, naquele momento, serviram ao propósito de saldar dívidas da campanha eleitoral para a eleição municipal ocorrida em 2016. Após o esquema, foi ampliada para propiciar a continuidade dos desvios em favor dos gestores da Secretaria de Assistência Social.

A ex-secretária de Assistência Social foi presa no Rio de Janeiro com apoio do Ministério Público daquele Estado. Foram alvos de busca e apreensão, nesta data, a Secretaria de Assistência Social, o setor de Recursos Humanos localizado na Prefeitura Municipal, a residência dos investigados, além de quatro empresas com sede na vizinha cidade de Corumbá e que mantiveram contratos fraudulentos com o Município de Ladário.

O nome da operação faz referência ao termo como a cidade de Ladário é conhecida (eis que situada sobre uma formação de calcário) e porque a cidade foi há pouco tempo também alvo de operação do Gaeco para cumprimento de mandados de prisão contra o Prefeito, Secretário de Educação e vereadores pela prática dos crimes de corrupção e organização criminosa.

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