Sondado pelo MDB, Harfouche está desfiliado e ‘impedido’ de discutir política

O motivo é a Emenda Constitucional 45/04, que proíbe integrantes do Ministério Público de se filiar ou participar de tratativas partidárias, sendo permitido o exercício político somente com seu afastamento do cargo no prazo de seis meses antes do pleito. 

Após ter o nome mencionado pelo deputado estadual Eduardo Rocha (MDB) como opção para disputar a Prefeitura de Campo Grande pelo MDB, o Procurador de Justiça Sérgio Harfouche afirmou que está desfiliado e impedido de construir qualquer situação partidária.

O motivo é a Emenda Constitucional 45/04, que proíbe integrantes do Ministério Público de se filiar ou participar de tratativas partidárias, sendo permitido o exercício político somente com seu afastamento do cargo no prazo de seis meses antes do pleito.

“Eu fico honrado com a lembrança pelo deputado, mas eu não posso me manifestar agora acerca de vinculo partidário”, informou o procurador, destacando que a primeira coisa que fez após a eleição 2018 – quando disputou o Senado – foi se desfiliar do PSC.

Apesar de cumprir a emenda, ele expressa a opinião de que a restrição aos integrantes do MP de atuarem na política é “injusta” e cria um desequilíbrio democrático. Mas, pontua que no momento irá continuar contribuindo como procurador e “se um dia tiver oportunidade” pensará em questões políticas.

Questionado se seria possível se afastar do MP, filiar a um partido e fazer todas as tratativas para participar da eleição em apenas seis meses, Harfouche comentou que Campo Grande possui universo menor do que o Estado todo, que ele teve de percorrer em 2018. Mesmo assim, destacou que não pode nem sequer antecipar se tem a pretensão de continuar disputando um espaço na política.

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