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Sócio de empresa investigada, Policial Civil está entre os presos em operação do Gaeco

3ª fase da operação foi deflagrada nesta quinta-feira

Além do ex-chefe de licitações, do tesoureiro e do ex-secretário de Fazenda da prefeitura de Dourados, a Operação Pregão também prendeu o policial civil Ademir Almada de Góes Junior e sua esposa, Maria Madalena Godoe Almada. A 3ª fase da operação veio à tona nesta quinta-feira (14).

A nova etapa da investigação apura se a L & A Eletrônicos Comercial e Refrigeração Ltda., empresa do casal, teria sido contratada pela prefeitura por meio de dispensa ilegal de licitação. Ademir é lotado no Ciops (Centro Integrado de Operações de Segurança) em Campo Grande desde o ano de 2017

O casal foi preso em campo Grande. A empresa teria sido contratada sem licitação e paga como se a prestação de serviços fosse voltada a uma consultoria jurídica, segundo o Dourados News.

O MP-MS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) garante que os crimes teriam sido praticados durante a atual gestão municipal, sob o comando da prefeita Délia Razuk (PR).

Jorge Rodrigues de Castro e Anilton Garcia de Lima – tesoureiro e ex-chefe de licitações da prefeitura, respectivamente – foram presos em Dourados, o último na penitenciária estadual do município onde cumpria cautelar. Todos os mandados foram expedidos pelo juiz Luiz Alberto de Moura Filho, da 1ª Vara Criminal de Dourados.

Operação Pregão

A primeira fase foi deflagrada em outubro do ano passado, tendo por objetivo esclarecer a atuação de uma suposta organização criminosa composta por agentes públicos, políticos e empresários, visando à prática de diversos crimes, incluindo fraude em licitação, dispensa indevida de licitação, falsificação de documentos e advocacia administrativa, além do crime contra a ordem financeira e incidência na conduta da Lei Anticorrupção.

Fases anteriores

Nas demais fases da Operação Pregão, outros membros da administração municipal, inclusive a ex-secretária de Educação e vereadora, Denize Portolann, correligionária de Délia. Denize foi afastada do cargo, por determinação da Justiça e, inclusive, acabou multada depois de tentar retomar o mandato, mesmo presa.

Ela é alvo de processo de cassação na Câmara Municipal e pode acabar perdendo o mandado para a suplente, vereadora em exercício Lia Nogueira (PR). Alvo da primeira fase da operação, ao lado de Fava Neto, Denize está detida no presídio feminino de Rio Brilhante desde outubro.

Na segunda fase, os alvos foram o ex-contador da prefeitura, Rosenildo França, e sua esposa, Andreia Carla Elbing. A denúncia aponta que os investigados teriam enriquecido ilicitamente por meio do recebimento de alguns ‘mimos’, como Jeep Renegade e até cirurgia plástica, conforme a denúncia ofertada pelos promotores Ricardo Rotunno e Etéocles Brito Mendonça Dias Junior.

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