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Simone relata ligação ‘umbilical’ com MDB, mas diz ser preterida por ‘caciques nacionais’

Senadora diz viver momento complexo no partido

Senadora pelo MDB em Mato Grosso do Sul e presidente da mais importante comissão no Senado Federal, a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), Simone Tebet disse na reunião do diretório regional desta sexta-feira (15) em Campo Grande viver em um momento complexo dentro do partido.

Questionada se poderia deixar a sigla, Simone não descartou a possibilidade. “Eu nasci no MDB, então tenho uma relação umbilical com o partido. Mas nacionalmente eu quase fui expulsa porque lá é diferente daqui, onde a situação é mais democrática”.

Simone relata ter sido ‘preterida pelos caciques nacionais’. “Tanto que fui indicada pelo PSDB para a CCJ. Mas também há um sentimento de mudança e a nacional deve fazer esse ‘mea culpa’. Só vejo que em Brasília tenho menos apoio de outros companheiros. No entanto, a metade do Senado estava comigo”.

‘O povo que tem que decidir’

Com todos os membros da diretoria falando em renovação, o ex-governador André Puccinelli foi questionado se permaneceria à frente do MDB até o final do ano, quando vence o prazo para a eleição na sigla.

“O povo que tem que decidir”, limitou-se a comentar. A senadora afirmou que Puccinelli será mantido no cargo até dezembro, assim como Romero Jucá, presidente nacional do MDB.

“Agora o nosso foco é buscar novas lideranças. As mulheres estão tendo um maior reconhecimento na política. E a eleição dentro do partido é um processo que qualquer pessoa pode se lançar candidata”, disse.

Sobre voltar a disputar o governo, como no ano passado, quando acabou desistindo do pleito, Simone não confirmou, nem descartou. “A prioridade agora é 2020”, referindo-se as eleições municipais.

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