Sexto vereador de Dourados tem pedido de cassação protocolado na Câmara

Olavo Henrique dos Santos, o Olavo Sul, é investigado pelo MPMS por falsidade ideológica

O pedido de cassação do sexto vereador de Dourados foi protocolado nesta segunda-feira (27) na Câmara Municipal da cidade. Desta vez o alvo é o parlamentar Olavo Henrique dos Santos, o Olavo Sul (Patriotas), por fraude e falsidade ideológica.

No documento a denunciante, Neide Souza Mariano, pede a cassação com base em apuração do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) que apura os crimes de falsidade ideológica e falso testemunha de Olavo quando ele era diretor de comunicação da Udam (União Douradense de Associação de Moradores).

De acordo com o relatado, o parlamentar teria fraudado uma lista de presença na eleição para a escolha de uma nova diretoria do órgão. A eleição acabou sendo suspensa por meio de mandado de segurança.

O fato aconteceu em 2015, portanto anterior ao mandato de Olavo na Câmara dos Vereadores. Segundo o presidente da Casa, vereador Alan Guedes (DEM), por este motivo a denúncia pode perder força. “Ainda não li, mas se for apenas isso, não sei se ela seguirá, porque é um fato anterior ao mandato”, declarou.

A previsão é de que o caso seja lido em Plenário na sessão ordinária da Câmara de Dourados da próxima segunda-feira (3).

Outro caso

Nesta segunda a Câmara de Dourados irá votar se segue ou não a denúncia contra o vereador Junior Rodrigues (PR), por irregularidades em contrato da prefeitura com uma lavanderia. O documento foi protocolado na semana passada na Casa.

Caso os vereadores concordem com a denúncia, o pedido de cassação será investigado e levado a votação. Caso contrário o documento será arquivado.

O pedido de cassação usa trechos da Nota Técnica 15/2019 da CGU (Controladora Geral da União em Mato Grosso do Sul), que afirma que o vereador Rodrigo Junior de Moraes Rodrigues possui vínculo com dois empregados e um dos sócios da lavanderia Bataline Gomes Ltda., de nome fantasia Global Serv, que funciona dentro da PED (Penitenciária Estadual de Dourados) Harry Amorim Costa, e que tem contrato com a prefeitura da cidade.

Na época, dois funcionários da empresa estavam nomeados como assessores parlamentares de Rodrigues na Câmara e um dos sócios havia feito doação para a campanha do vereador, que até dezembro do ano passado foi líder da prefeita Délia Razuk (PR) na Casa.

De acordo com o documento, o contrato foi feito com dispensa de licitação e foi encontrado indícios de superfaturamento. Os contratos são geridos pela Funsaud (Fundação de Serviços de Saúde de Dourados). A empresa atende uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento) e o Hospital da Vida.

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