Sem obras e com pedido de redução adiado, deputados reclamam de concessão da BR-163

ANTT avalia redução de pedágio em 53,94% e parlamentares querem providências da bancada federal

Os deputados estaduais de Mato Grosso do Sul reclamaram nesta quinta-feira (14) na Assembleia Legislativa da concessão da BR-163 à CCR Via, que deixou de duplicar a rodovia há dois anos. A empresa solicitou que a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) dilua nos próximos 25 anos a redução de 53,94% na tarifa do pedágio, em avaliação na Agência.

Barbosinha (DEM) afirmou que vai procurar a bancada federal do Estado em Brasília para mostrar documentos que comprovam que a empresa não está cumprindo o contrato e cobrar posicionamento dos parlamentares. “Não tem obras de duplicação, há problemas nas saídas de Campo Grande e Dourados. Tem um concessão, mas não tem retorno. A CCR está em uma posição muito cômoda e é preciso tomar uma atitude”.

O parlamentar reclamou que nem quando aconteceu a audiência pública sobre a BR-163 a empresa mandou representante para discutir a questão na Assembleia. “A falta de duplicação está prejudicando a população. Sem retornos, o trânsito fica comprometido e todo mês praticamente as pessoas morrem atropeladas. A CCR diz ter aplicado R$ 2,9 bilhões, mas não se vê o resultado”. 

Marçal Filho (PSDB) critica o posicionamento da empresa, que alega prejuízo. “Todo contrato foi acordado. Todo mundo que entra em um negócio sabe que podem existir riscos, mas a concessionária, que brigou para ter a BR-163, que era a galinha dos ovos de ouro do Estado, agora alega que caiu muito o tráfego e por isso pararam de duplicar. Porque estava causando prejuízo. Não pode deixar assim”.

Rinaldo Modesto (PSDB) acredita que a população deve pagar o valor proporcional ao que foi duplicado até o momento. “Todos nós esperávamos pela duplicação e a empresa não deu conta do recado” reclamou.

Impasse

A ANTT avalia a redução em 53,94% do pedágio cobrado pela CCR MS Via por não ter realizado toda a duplicação da BR-163. Em resposta, a empresa alega que as atividades da companhia estarão comprometidas e pede a diluição dessa redução ao longo de 25 anos, tempo em que o contrato ficará vigente.

Diretor da autarquia, Weber Ciloni pediu nesta semana vistas do processo que analisa a redução após o pedido de diluição da CCR, adiando a aplicação da nova tarifa que deveria estar em vigor desde 14 de setembro. Na semana passada, o governador Reinaldo Azambuja e o ministro da Infraestrutura Tarcísio Gomes de Freitas discutiram a concessão.

 

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