‘Sairei de qualquer forma se o MDB não se reinventar’, diz Simone após convites de vários partidos

Senadora afirma que partido precisa mudar e que caso partido pretenda expulsá-la, ela pedirá para sair

Senadora Simone Tebet participou da mesa na sessão solene de abertura do ano legislativo (Foto: Pedro França/Agência Senado)

A senadora Simone Tebet (MDB) confirmou que pode deixar o partido após ameaças de expulsão depois de ela ter votado contra a candidatura de Renan Calheiros (MDB-AL) para a presidência do Senado. Segundo a parlamentar, se a legenda não se reinventar, não será necessária expulsão, porque ela mesma deixará o partido.

“Eu disse que não acreditava que um partido que tem democrático no nome iria expulsar um membro que acompanhou a voz das ruas, a soberania popular e agiu com a sua consciência no Senado Federal. Agora, se for assim, não preciso ser expulsa, sou a primeira a sair. Até porque, eu sairei de qualquer forma se o MDB não se reinventar. Eu sempre digo, não saí ainda, mas o atual MDB, infelizmente já saiu de mim”, declarou a parlamentar.

Depois da eleição para presidente do Senado, em que Davi Alcolumbre (DEM-AP) foi eleito, o senador Renan Calheiros teria pedido para que os caciques do partido expulsassem a sul-mato-grossense por não o ter apoiado no pleito. O emedebista desistiu da disputa durante a segunda votação, a primeira foi anulada por irregularidades.

Segundo a assessoria de imprensa da senadora, Simone já possui convites do PSDB, PSL, Podemos, DEM e PSD. Este último, inclusive, foi feito pelo senador Nelsinho Trad, que recentemente entrou para a legenda.

Na sessão solene de abertura do ano legislativo, Simone Tebet integrou a mesa a convite do presidente do Senado. Segundo a senadora, o gesto foi um sinal de reconhecimento e agradecimento à estratégia montada para garantir a eleição dele. A parlamentar acredita que o novo presidente da Casa será mais democrático, e que haverá mais harmonia entre os poderes.

Simone também ressaltou que a partir de agora o MDB precisa ter “juízo”, para tentar recuperar os espaços perdidos. “Eu vou advogar essa unidade dentro do partido para o bem do país, do Senado Federal e da governabilidade. Se não souber negociar e se não tiver capacidade de se reinventar, buscando os princípios democráticos e de ética, o partido corre o risco de virar pó”, analisou a senadora.

Cotada para assumir a presidência da Comissão de Constituição e Justiça da Casa, Tebet ainda afirmou que o cargo não poderá ficar com a “ala derrotada” do partido.

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