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Rota Bioceânica encurtará em 14 dias chegadas de mercadorias a China

País asiático é o principal comprador das mercadorias produzidas em Mato Grosso do Sul

Principal compradora das mercadorias produzidas em Mato Grosso do Sul, a China também sairia ganhando com a finalização da Rota Bioceânica. Isso porque a estimativa é de que as mercadorias levem 14 dias a menos para chegar ao país asiático quando o trecho estiver pronto.

A estimativa foi dada pelo titular da Semagro (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar) Jaime Verruck. Segundo ele, além do tempo economizado, também haverá economia no custo dos containers.

“Nós conseguiremos chegar aos portos chineses de uma maneira muito mais competitiva, com redução de 14 dias de transporte marítimo e redução de custo por container de mais de mil dólares”, declarou o secretário, ao explicar que quando a rota estiver pronta, as cargas de Mato Grosso do Sul passarão por Paraguai e Argentina, até chegar ao Chile, de onde serão embarcadas.

Na terça-feira (14) o governador do Estado, Reinaldo Azambuja (PSDB) se encontrou com o diretor-geral paraguaio da Itaipu Binacional. A conversa, que aconteceu em Porto Murtinho, acertou detalhes sobre a construção de uma ponte que ligará a cidade sul-mato-grossense a Carmelo Peralta, no Paraguai.

A construção faz parte da Rota Bioceânica e deve custar cerca de US$ 75 milhões, que serão pagos pela Itaipu no Paraguai. A estimativa é de que essa ponte fique pronta até 2022. Em contrapartida, o Brasil está construindo outra ponte, entre Foz do Iguaçu e Cuidad Del Este.

“A partir desse ponto: com a ativação da ponte; a alfândega, a rota bioceânica; a rota hidroviária; e funcionamento de quatro portos em Porto Murtinho, nós teremos um grande hub que vai concentrar toda a logística da América do Sul permitindo competitividade não só para Mato Grosso do Sul, mas também para a região Centro-Oeste do Brasil”, afirmou Verruck, por meio de sua assessoria.

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