Resumo da semana: rumos para eleições 2020, polêmica na Assembleia e Ciro Gomes na Capital

Também Delcídio do Amaral indo para o PTB e audiência sobre concessão da MS-306

Entrevistas sobre rumos políticos para eleição do ano que vem, sala da governadoria vazia, projeto polêmico na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, alfinetada na Câmara Municipal e passagem de Ciro Gomes pela cidade são o resumo da semana política do Estado.

Prefeito de Campo Grande, Marquinhos Trad. (Marcos Ermínio, Jornal Midiamax)

Na segunda-feira, o prefeito da Capital, Marquinhos Trad (PSD), voltou a comentar sobre parceria com o governador Reinaldo Azambuja, na qual garante se tratar de ligação “administrativa, não política”. Conversas sobre 2020, começarão a partir de abril, afirma.

Com o governador de férias, o vice, Murilo Zauith (DEM), assumiu o comando do Estado até a semana que vem, quando Azambuja retorna ao Estado. O chefe do Executivo em exercício começou a semana em Brasília, onde se reuniu com ministros de Jair Bolsonaro.

 

(Divulgação, Governo)

Uma das reuniões foi com o ministro de Justiça, Sérgio Moro, que confirmou o segundo maior índice de recursos para segurança pública. Os R$ 89 milhões garantidos, inclusive, serão destinados para o DOF (Departamento de Operações de Fronteira), segundo o governador em exercício Murilo Zauith.

Na Assembleia Legislativa, um projeto polêmico foi aprovado na CCJ (Comissão de Constituição de Justiça) e rendeu até comentário de vereador da Câmara de Campo Grande. O deputado Lídio Lopes (Patri) propôs acabar com a possibilidade da população usar a tribuna da Casa de Leis, durante as sessões parlamentares.

Hoje, representantes de segmentos, sindicalistas ou quem quer seja, podem se inscrever para fazer uso da fala. O instrumento, segundo lembrou o vereador André Salineiro (PSDB), faz parte do processo democrático. Outros parlamentares na Assembleia, como João Catan (PL), criticaram a medida, que a ainda será analisada no plenário nas próximas semanas.

(Luciana Nassar,ALMS)

Na quinta-feira, o governo federal suspendeu o uso de radares portáteis, móveis e estáticos nas rodovias brasileiras. Entre os que se posicionaram, os deputados federais Vander Loubet (PT/MS) e Dagoberto Nogueira (PDT) foram contra o decreto, enquanto Rose Modesto (PSDB/MS) acha positivo.

Em Campo Grande, o ex-candidato a presidente e vice-presidente nacional do PDT, Ciro Gomes, criticou o governo Bolsonaro, afirmando que ele trabalha “contra o Brasil”. Também criticou o jeito como a reforma da Previdência foi aprovada. “Os militares custam hoje R$ 47 bilhões aos cofres públicos e contribuem com R$ 3 bilhões. Qual a contribuição que aumentou para eles nessa reforma? Nenhuma”.  Disparou contra Sérgio Moro, chamando-o de “corrupto”.

Ainda na sexta-feira, o governo promoveu audiência para explicar o projeto de concessão da MS-306, cuja licitação deve ser aberta até o fim do ano. A estimativa é investimento de R$ 1,6 bilhão, repassar à iniciativa privada por 30 anos e cobrar pedágio de R$ 8,62 em três pontos ao longo dos 221 quilômetros.

Delcídio no PTB e PP sem comando

Alípio Oliveira, Roberto Jefferson, Delcídio e Neno Razuk (Felipe Menezes, PTB Nacional)

A mais recente notícia é do ex-senador Delcídio do Amaral, que se filiou ao PTB em ato com o presidente nacional do partido, Roberto Jefferson. Já o PP está sem presidente, pois aguarda direcionamento da legenda em âmbito nacional. O ex-prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal, presidiu a sigla até 11 de agosto.

 

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