Lojistas dizem que Reinaldo quebra acordo de 2015 sobre impostos em MS

Deputados estão ajoelhados na frente do governador, acrescenta o presidente

Junto com os produtores rurais, a ACICG (Associação Comercial e Industrial de Campo Grande) também protesta nesta quarta-feira (13) na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, contra o pacote do governador Reinaldo Azambuja (PSDB) que aumenta impostos.

No caso do comércio, o presidente da Associação, João Carlos Polidoro, afirma que a insatisfação maior é em relação ao ITCD (Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação), que, segundo o projeto apresentado no dia 31 de outubro pelo governador, o imposto será mantido no patamar atual: de 3% a 6%.

Contudo, o combinado com o governador em 2015, quando estes percentuais foram definidos, foi de que, a partir de 31 de dezembro deste ano, o ITCD ficaria entre 2% e 4%, afirmou o presidente da Associação Comercial. “Afeta todo mundo e o governador está quebrando um acordo”, afirmou.

Polidoro também questionou a elevação de cinco pontos percentuais de ICMS (Imposto Sobre Circulação de Mercadorias) sobre a gasolina e o mesmo percentual, mas de redução, sobre o álcool. Para a entidade, a mudança não fará diferença na bomba. A ideia do Estado com a medida é estimular o uso do etanol nos veículos.

Sem conversa

O presidente reclama, ainda, da falta de conversa com Reinaldo e afirma que os “deputados estão ajoelhados na frente do governador”. “Mato Grosso do Sul está sendo muito onerado com impostos e, se for aprovado [o pacote do governador], o dinheiro do comércio vai sumir da praça”.