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Refizemos para não colocar em risco todo o decreto das armas, diz Bolsonaro em live

Na transmissão, acompanhado do ministro da Casa Civil e de novo presidente da Embratur, ele minimizou derrota com votação do Coaf

Em sua live semanal, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) falou sobre a polêmica decorrente do decreto das armas e afirmou que as mudanças feitas por ele preservaram em grande parte o texto original. No vídeo, ele apareceu  acompanhado do ministro da Casa Civil, Ônix Lorenzoni, e do recém-empossado presidente da Embratur, Gilson Machado Neto. Ambos não pouparam elogios ao presidente durante a transmissão.

“Nós fizemos o decreto e começaram a pipocar ações na Justiça”, lembrou Bolsonaro. “Até nós reconhecemos que dava margem e refizemos”, admitiu em relação a pontos polêmicos, como o porte de fuzis por cidadãos comuns. Mas, garantiu que ‘90% foi preservado’.

Entre as alterações, o presidente mencionou que o prazo de porte foi aumentado de cinco para dez anos. Segundo ele, a quantidade de armamento precisava de definição e permaneceram quatro armas de uso permitido para cidadãos comuns. Caçadores podem ter quinze e atiradores trinta.

Sobre o limite de munição, serão mil por ano para armas de munições de uso restrito. “Eram cinquenta, passou para mil”, comemorou o presidente. No decorrer da transmissão, ele detalhou o novo texto com os modelos e quantidades permitidas.

“O monopólio foi quebrado, vai poder importar arma de fora”, completou. Ele disse ainda estar cumprindo o que o cidadão decidiu no referendo de 2005, quando 65% permitiu a compra de armas e munições. “O PT gosta do Estado na mão. E uma boa ditadura começa desarmando o povo”, criticou.

“É o primeiro presidente depois do referendo do desarmamento que respeitou a decisão que a população tomou”, afirmou o ministro da Casa Civil.

Turismo e relações internacionais

“Diz-me com quem tu andas e direi quem tu és”, afirmou o presidente ao ressaltar a necessidade de relações comerciais com todos, mesmo que países ‘menores’, sem viés ideológico. Ele comentou a situação da Argentina e disse que em breve deverá ser anunciada medida pelo Governo Federal para ajudar o País vizinho e impedir que a ex-presidente retorne ao poder.

O presidente também anunciou ‘boa notícia’ aos concursados da Polícia Federal, dizendo que Moro conseguiu convencer o ministro Paulo Guedes a assinar o decreto que autoriza a nomeação de 1.047 novos policiais federais, publicado nesta quinta-feira (23).

Ao comentar as belezas naturais brasileiras, Gilson Neto comentou que Bolsonaro é o ‘presidente do turismo’. “Presidente turista? Você nem foi nomeado e já quer perder o emprego”, brincou Bolsonaro. Ele se explicou melhor e elogiou a postura do Governo de “transformar o turismo como uma política de Estado, como Espanha fez e França e Portugal fizeram saindo da crise”.

Derrota no Coaf 

O retorno do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) para o Ministério da Economia ficou foi assunto deixado para o final da transmissão. “Vamos seguir em pautas mais importantes”, minimizou sobre o que foi considerado uma derrota do Governo. “Alguns ainda acham que tem que ganhar todas, mas não tem problema”, comentou. Bolsonaro garantiu ainda que a bancada do PSL não irá atrapalhar a votação de pautas importantes e disse reconhecer a legitimidade do Congresso Nacional.

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