Reajuste no salário dos servidores municipais não deve passar da inflação

Entrave enfrentado pela prefeitura é com salário dos professores, que têm piso nacional

O entrave no reajuste salarial dos servidores municipais está na questão da folha de pagamento dos professores. O salário deles depende do piso nacional e a prefeitura não tem condições de pagar mais do que a inflação, de acordo com o prefeito Marquinhos Trad (PSD).

Como já tinha anunciado, os servidores da prefeitura vão ter de reajuste pelo menos o mínimo da inflação. De acordo com dados no IPCA (índice Nacional de Preços ao Consumidor), a inflação fechou 2018 com índice de 3,75%, representando elevação em comparação com 2017, quando chegou a 2,95%.

No mínimo a inflação, isso já está definido. Eles têm uma defasagem vinda de gestões anteriores. Todo ano a gente negocia um percentual. Neste ano estamos tentando encontrar alguma maneira para poder dar este percentual para eles”.

Segundo Trad, os servidores da educação têm piso nacional. “A Semed tem piso diferenciado. O que aconteceu foram atrasos de reajustes nas gestões anteriores e eu herdei, 19% de defasagem em relação ao piso dos professores”.

O prefeito disse ainda que todos os anos, desde que assumiu a prefeitura, tenta dar 2% de reajuste, para reduzir esse atraso. “Só esses 2% perfazem quase R$ 12 milhões por ano. Na prefeitura, só os servidores da Semed e Sesau somam 70% do funcionalismo público”.

Ainda na questão do reajuste dos professores, Trad disse que pelo menos o índice inflacionário está garantido, porém, o pagamento a mais ainda em discussão com a ACP (Sindicato Campo-Grandense dos Profissionais da Educação). “Todo ano a gente negocia um percentual”, é em relação ao valor a mais aos professores”.

No dia 6 deste mês, a prefeitura encaminhou para ACP uma proposta de reajuste que não agradou o sindicato. a categoria reivindica pelos 4,17% que deveria entrar em vigor a partir do dia 1° de maio deste ano em referência a Lei Municipal.

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