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‘Deus me livre, mas quem me dera’: André diz que não quer, mas não descarta disputar com Trad

MDB pode ter candidatos a prefeito em 50 cidades de MS em 2020

(Fotos: Richelieu Pereira)

O presidente regional do MDB e ex-governador André Puccinelli, que reuniu a cúpula do partido na manhã desta sexta-feira (15) na sede estadual da legenda, não descartou voltar a disputar a Prefeitura de Campo Grande, cargo que ocupou por dois mandatos, entre 1997 a 2004.

O ex-governador voltou a dizer que não tem pretensão de ser candidato, mas que isso pode ocorrer. “Só Deus sabe”, disparou André. Mais cedo, aliados o apontaram como principal nome da legenda para disputar a eleição de 2020 na Capital.

André destacou que o partido pretende ter pelo menos 50 candidatos a prefeitos em todo Mato Grosso do Sul nas próximas eleições, e que a disputa e escolha dos quadros ficarão a cargo dos diretórios municipais.

“O principal objetivo é o fortalecimento é o nosso MDB”, emendou o político, que revelou que a próxima reunião do partido deve ter participação de secretários, prefeitos, vereadores e lideranças emedebistas de todo Mato Grosso do Sul.

Renovação

O presidente regional do partido descartou que tenha sido discutido no encontro uma eventual mudança no comando do diretório, apesar de alguns correligionários terem suscitado mudanças e renovação na legenda.

“Escuto esse negócio de renovação desde os 25 anos”, disparou André, que em 2019 completa 71 anos de idade.

Ele defendeu que as lideranças de seu partido precisam ‘entender o momento’ e citou as mídias sociais como indicativo de modernização da sociedade, por isso cobra que o MDB vá às ruas para ouvir ‘a voz das ruas’.

Puccinelli revelou que após demitir 12 funcionários no fim de 2018, o MDB regional já recontratou quatro pessoas, além de ser, segundo ele, o único com sede própria no Estado. O ex-governador ainda frisou que a política é ‘cíclica’ e que há alternância do poder.

Mudanças

Por fim, o ex-governador e ex-prefeito de Campo Grande argumentou que não gostaria de mudanças nas eleições de 2020, quando não haverá coligações em chapas proporcionais. Diante disto, ele é contrário à abertura da janela partidária no próximo ano.

Na avaliação de André, nem todos os partidos terão condições de montar chapas proporcionais com o número de candidatos, entre homens e mulheres, exigido pela Justiça Eleitoral.

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