Promotora no PR diz que CPI do Ônibus ajudaria a reaver danos, afirma Siqueira

Vinicius Siqueira se reuniu com a promotora Leandra Flores para falar sobre investigação do transporte coletivo

O vereador Vinicius Siqueira (DEM) usou a tribuna da Câmara Municipal de Campo Grande para falar da conversa que teve com a promotora Leandra Flores, responsável pelas investigações sobre fraude em licitação do transporte coletivo em várias cidades, no Paraná.

Segundo o parlamentar, a promotora disse que uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) em Campo Grande contribuiria com as investigações e poderia ajudar a recuperar eventuais prejuízos. A licitação que entregou o contrato milionário do transporte coletivo urbano de Campo Grande foi direcionada para o Consórcio Guaicurus vencer, de acordo com o advogado que ajudou os empresários, Sacha Reck.

Ele fez acordo de colaboração com o Ministério Público do Paraná e o conteúdo se tornou público em 2017. A apuração no Paraná, teria dito a promotora ao vereador, mira em crimes e pode resultar em prisões. Para reparação de danos, seria necessária somente uma ação cível no município.

Leandra Flores, ainda de acordo com Vinicius Siqueira, disse que existem provas contundentes sobre irregularidades na licitação que resultou em vitória do Consórcio Guaicurus, por meio de ‘grampos e trocas de e-mails’, mas não detalhou o conteúdo. No estado vizinho, as concorrências foram ‘loteadas’, fazendo com que uma parte fosse dominada por grupo ligado à família Gulin e outra metade com os Constantino.

Um dos responsáveis pela formação do Consórcio Guaicurus, o advogado paranaense confirmou que houve direcionamento na licitação do contrato dos ônibus de Campo Grande, realizada em 2012, no final da gestão de Nelson Trad Filho (PSD) como prefeito.

Na delação, Reck relata que atuou, na capital de Mato Grosso do Sul, com o mesmo esquema utilizado em diversas cidades do país para fraudar licitações dos serviços de ônibus em cidades brasileiras. Fora de MS as investigações caminharam e Sacha já foi condenado por improbidade no Distrito Federal. No Estado, o Ministério Público, pelo promotor Humberto Lapa Ferri, abriu investigação após a divulgação de notícias sobre o assunto.

O presidente da Comissão de Transporte da Câmara, vereador Junior Longo (PSB), se reuniu com o responsável pela ação no MP/MS e ouviu dele que uma CPI contribuiria com as apurações.

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