Projeto que quer acabar com eleições em escolas é aprovado

Proposta é do governo do Estado

Proposto pelo governo do Estado, o projeto que quer criar regras para eleições em escolas, excluindo escolas indígenas e de tempo integral, foi aprovado em primeira votação pelos deputados na Assembleia Legislativa nesta quarta-feira (11). Apenas o deputado Pedro Kemp (PT) foi contra a proposta.

“O governo quer voltar ao tempo em que diretor tinha cargo político. Vai usar isso nas eleições. Ano que vem só vai ter diretor do PSDB e do DEM”, apontou. Kemp observou que a proposta de Reinaldo Azambuja (PSDB) é ter 100% das escolas da rede estadual em tempo integral.

Com isso, o projeto deixaria aberto o caminho para o retorno das indicações aos cargos. Entre as escolas com a mudança estão as de tempo integral, confessionais, conveniadas, indígenas, cívico-militares, as que oferecem educação para pessoas privadas de liberdade, os centros de educação infantil, os centros de educação profissional, os centros de EJA (Educação de Jovens e Adultos) e centros de formação de docentes e de apoio educacional.

Nestes casos, o diretor deve ser indicado pela SED (Secretaria de Estado de Educação). Outra mudança é que os professores convocados não podem votar ou serem votados.

O deputado petista afirma que a justificativa do Governo para que não haja eleições nas escolas integrais é de que estas unidades têm um regime diferente. Entretanto, ele acredita que isso pode abrir espaço para que os cargos nas escolas sejam ocupados por cabos eleitorais.

 

Projeto que quer acabar com eleições em escolas é aprovado
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