Preso, vereador participa de sessão por videoconferência e é cassado em MS

Foram nove votos favoráveis à cassação

Preso, Osvalmir Nunes da Silva (PSDB), o Baguá, foi cassado nesta terça-feira (2) por nove votos dos vereadores da Câmara Municipal de Ladário, distante 444 quilômetros de Campo Grande. Preso na Capital, o ex-membro do legislativo participou da sessão da Comissão Processante por videoconferência.

Segundo informações do coordenador dos processos da Comissão Processante, advogado George Albert de Oliveira, o link foi feito diretamente do Centro de Triagem de Campo Grande com a Câmara da cidade.

O vereador não teria usado todo o tempo disponível para se defender, duas horas, e teria se retirado da sessão de votação. Dois dos 11 vereadores declararam suspeição e não votaram. Eles teriam oferecido denúncia ao Ministério Público Estadual sobre as supostas irregularidades na administração municipal.

Por maioria absoluta, os vereadores acataram o parecer da Comissão Processante e cassaram o vereador. Nesta quarta-feira (3), será apresentado o relatório da Comissão contra os vereadores Lília Maria de Moraes e Augusto de Campos, também presos.

O mandato de André Franco Caffaro (PPS) seria o próximo, mas liminar determinou que a apreciação do pedido de cassação dele seja feita posteriormente.

‘Mensalinho’

Na segunda-feira (1º), o ex-prefeito Carlos Aníbal Ruso Pedroso (PSDB) foi cassado pelos vereadores. Desde a prisão de Ruso, é o vice-prefeito Iranil Lima Soares (PSDB) quem assumiu a administração de Ladário.

Um esquema que seria orquestrado pelo prefeito Ruso, que pagava R$ 3 mil mensais aos sete vereadores de Ladário,  levou os parlamentares para a cadeia no final de novembro de 2018. Esta é a denúncia protocolada em março no MP-MS (Ministério Público Estadual de Mato Grosso do Sul), feita pelo presidente da Câmara da cidade, Fábio Peixoto de Araújo Gomes.

O valor era repassado pelo prefeito desde março para manter uma base de apoio na Casa. O salário de um vereador do município é de cerca de R$ 6 mil, segundo o presidente. A Câmara tem 11 vereadores. Sete deles foram presos e afastados do cargo.

Foram presos os vereadores Vagner Gonçalves, Agnaldo dos Santos Silva Junior, André Franco Caffaro, Augusto de Campos, Lilia Maria Cillalva de Moraes, Paulo Rogério Feliciano Barbosa e Osvalmir Nunes da Silva, além do secretário de Educação Helder Paes Botelho e o prefeito.

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