Preso na Operação Cifra Negra, Cirilo retoma mandato e dispara contra mesa diretora

Vereador disse não reconhecer a eleição dos membros e insinuou complô para acabar com o mandato dele

O vereador Cirilo Ramão (MDB) foi para o ataque no primeiro discurso após retomar sua vaga na Câmara Municipal de Dourados. Durante a sessão desta segunda-feira (19), que também foi marcada pelas posses de Braz Melo (PSC) e Pedro Pepa (DEM), Cirilo disparou contra a mesa diretora e disse não reconhecer a eleição dos integrantes.

“Fui levado à prisão porque nós iriamos ocupar um grupo legitimamente a mesa diretora. Esta mesa que está é totalmente ilegal. Os quatro que aqui assentam-se estão de forma ilegítima e isso eu vou requerer no momento correto”, falou.

Cirilo seguiu o discurso e insinuou um complô contra ele dentro da Câmara. “Eu fui julgado, condenado, por um tribunal de exceção que não tem validade, legitimidade, que fez tudo aquilo que eu construí acabar. Quero parabenizar a maneira corajosa que se juntaram para destruir minha vida. Do dia 5 de dezembro até quarta-feira agora há uma fala para acabar comigo”, seguiu.

Alan Guedes rebateu as acusações (Renato Giansante, Midiamax)

Ele também relatou que precisou se segurar para não expor tudo que pensa sobre alguns “colegas” de plenário. “Retorno a este lugar com o coração muito sossegado, muito tranquilo. Confesso que estou fazendo um exercício disciplinar para segurar algumas coisas que tanto queria dizer. Talvez eu vou poder ter um tempo para falar aquilo que me tiraram durante oito meses de minha vida”, completou.

Procurado pelo Midiamax, o presidente da Câmara, Alan Guedes (DEM) rebateu as acusações e disse que a mesa recebeu a votação necessária e não nada de ilegal.

“A atual mesa recebeu 10 votos dos vereadores aptos a votar, quórum de maioria absoluta. Uma abstenção e oito votos contrários. Os afastamentos foram determinados pelo poder judiciário e, portanto, não há mais o que declarar”, disse.

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