Sessão na Câmara de Dourados é interrompida com protesto: ‘Não somos massa de manobra’

Leia levou documentos ao presidente da Casa dizendo que não tem influências na luta por moradias

Em sessão que deve votar a abertura de comissões processantes contra os vereadores Romualdo Ramin (PDT), Cido Medeiros (DEM) e Cirilo Ramão (MDB) na denúncia de suposto tráfico de influências em um programa habitacional em Dourados, uma representante da Associação de Luta pelo Direito a Moradia Lar do Amanhã pediu palavra e interropeu o protocolo da Câmara para apresentar documentos ao presidente da Casa Alan Guedes (DEM).

Rosimeire da Silva, conhecida como Leia, disse aos vereadores que não recebe indicação de ninguém e relatou ter provas que a sua luta é por moradias aos associados. Em cerca de cinco minutos, Leia rebateu as denúncias onde foi citada e reafirmou que irá provar sua inocência.

Em contato com o Midiamax, Leia disse que acredita estar sendo perseguida e irá entregar os documentos ao Ministério Público de Mato Grosso do Sul.

“Fomos citados em ligação com um funcionário do município e com alguns vereadores. Vereador nenhum nunca chegou em nós para pedir favores. Temos uma coordenação. Tem uma pessoa em Dourados que nos persegue e vamos provar tudo que estamos falando. Essa pessoa já nos denunciou por diversas vezes e tivemos que provar a nossa inocência em outras ocasiões”, disse Leia sem citar o nome do acusado.

A representante da associação teme que estas denúncias prejudiquem a luta por moradia. “Quem faz essa denúncia não quer o bem do povo de Dourados. Vimos o nosso nome da mídia que a gente cometeu estelionato, crime de peculato e sabemos que não fizemos isso. Temos documento que comprovam isso. O nosso pessoal não fica esperando sorteio. Vamos a luta”, seguiu relatando que o trabalho da associação é procurar uma área e negociar com o município e com o governo do Estado para aprovação de loteamento e demais trâmites para liberação de novas moradias.

A ideia de falar com o presidente Alan Guedes e demais vereadores foi para defender a associação e tentar evitar que a denúncia siga em investigação.

“Não somos massa de manobra de vereador nenhum. Eles não vão indicar ninguém. O associado tem que ter o perfil independente de quem seja”, concluiu.

Mais notícias