Podemos tira Sertão da direção estadual e promete 20 candidatos a prefeito em 2020

Partido pretende lançar candidato a prefeito em Campo Grande, segundo pedido da direção nacional

O Podemos trocou a presidência estadual e tem se preparado para as eleições de 2020, pretendendo lançar pelo menos 20 candidatos a prefeitos em Mato Grosso do Sul, incluindo Campo Grande.

A nova presidência regional interina foi nomeada há oito meses e o engenheiro civil e empresário Sérgio Murilo Mota, assumiu o lugar de Cláudio Sertão. A pretensão, conforme o novo presidente, é lançar 20 candidatos nas prefeituras do Estado. “Estive recentemente em Brasília e a nacional quer estruturar 60 municípios e ter 20 candidatos a prefeitos, incluindo os cinco principais colégios eleitorais e chapa de vereadores em todos os municípios”.

Dentre os municípios, Sérgio Murilo citou dois onde serão lançados candidatos, sem revelar nomes. “Nova Andradina e Ponta Porã”. 

Mota informou estar estar estruturando o Podemos e em Campo Grande, o presidente diz estar agindo com cautela. “Como Campo Grande é um município de maior relevância, estamos tendo cautela para estruturar chapa de vereador e construir candidatura própria. Mas, pelo que temos observado com o jogo político e com nova lei eleitoral, teremos candidatura própria”, afirmou descartando a princípio, apoio a outro candidato a prefeito na Capital. 

Segundo o atual presidente, a troca no comando foi um pedido da nacional. “Eles acharam que estava na hora de renovar e nomearam essa nova chapa, que já foi protocolada no TRE-MS (Tribunal Regional Eleitoral)”.

Briga interna

No Facebook do Podemos estadual, estão sendo publicados posts criticando o trabalho do atual presidente, dizendo que Sérgio estaria trabalhando na legenda por interesse próprio. “O pessoal que era anteriormente eles mostram insatisfação que eu não entendo, mas é a política, a presidente nacional do partido (Renata Abreu) optou pela nova diretoria e foi nomeada a provisória. Eu não consigo nem contrapor essa argumentação, eu não sei o que é interesse próprio”, pontuou.

Mota contou ser empresário do setor imobiliário, da construção civil. “Estamos construindo o partido, antes da minha posse o Podemos não tinha representação de forma orgânica, hoje são 55 municípios e com a proximidade da eleição, a gente percebe que alguns interesse políticos, as pessoas tentam contaminar e impedir que o Podemos cresça com passivos tributários e cíveis no mercado que estamos sanando”. 

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