Política

PF cumpre em Campo Grande mandados contra candidata por suposta fraude

A PF (Polícia Federal) cumpre nesta quinta-feira (23) três mandados de busca e apreensão expedidos pelo juiz da 53ª Zona Eleitoral de Campo Grande contra uma candidata a deputada estadual. De acordo com o Ministério Público Eleitoral, a candidata teria, supostamente, fraudado a prestação de contas apresentada à Justiça Eleitoral. As investigações apontam que a […]

Evelin Cáceres Publicado em 23/05/2019, às 10h43 - Atualizado às 13h10

 (Foto: Arquivo/Divulgação PF)
(Foto: Arquivo/Divulgação PF) - (Foto: Arquivo/Divulgação PF)

A PF (Polícia Federal) cumpre nesta quinta-feira (23) três mandados de busca e apreensão expedidos pelo juiz da 53ª Zona Eleitoral de Campo Grande contra uma candidata a deputada estadual.

De acordo com o Ministério Público Eleitoral, a candidata teria, supostamente, fraudado a prestação de contas apresentada à Justiça Eleitoral.

As investigações apontam que a candidata teria omitido informações e/ou inserido declaração falsa para fins eleitorais e, ainda, se apropriado de bens destinados ao financiamento eleitoral. O nome do alvo das buscas não foi divulgado.

Suspeita de ‘laranja’

Em fevereiro, o Jornal Midiamax divulgou o caso investigado pela Justiça Eleitoral sobre a funcionária pública Gilsienny Arce Munhoz, que  recebeu R$ 761.589,50 do PRB para fazer sua campanha em 2018 a deputada estadual, mas conquistou módicos 491 votos. Com este resultado – gasto médio de R$ 1.551 por voto, a candidatura de Gilsy, como é conhecida, é suspeita de que tenha sido apenas para cumprir a cota feminina e servir de “laranja”.

De acordo com a legislação eleitoral, as legendas são obrigadas a investir pelo menos 30% dos recursos dos fundos partidário e eleitoral em candidaturas femininas. Para driblar essa regra, algumas siglas acabam criando manobras para atingir a cota, com a criação de postulantes de fachada.

Os recursos recebidos por Gilsy foram repassados pela direção nacional do PRB, ao todo R$760.000,00, quase todo do fundo especial de financiamento de campanha. Ela teve como total de despesas R$759.996,60, sendo que R$361.638,88 com cabos eleitorais e pessoal; e mais R$213.170,00 com prestação de serviços, como locação de veículos, publicidade, e assessoria de marketing.

Gilsienny é servidora do governo estadual lotada na Secretaria de Direitos Humanos, Assistência Social e Trabalho. De janeiro de 2017 a setembro de 2018, ela esteve cedida à Funtrab (Fundação do Trabalha), onde teve como chefe Wilton Melo Acosta, presidente regional do PRB e candidato a deputado federal no ano passado.

Acosta deixou o posto de diretor-presidente da Funtrab em abril, e viu parentes e aliados serem desligados da Fundaçãoapós seu partido apoiar a candidatura de Odilon de Oliveira (PDT) ao Governo do Estado. Gilsienny Arce Munhoz tem como único bem declarado à Justiça Eleitoral um Renault Sandero 2013/14 avaliado em R$ 28 mil.

O Jornal Midiamax tentou contato com o presidente do partido, Wilton Acosta, na ocasião, mas o telefone dele está desligado. Em conversa com a coordenadora estadual do PRB Mulher, Raquel Correia, ela afirmou que a verba foi depositada diretamente na conta da candidata pela Executiva Nacional e que o seguimento da legenda não tem acesso a esse tipo de informação e que não se responsabiliza pela quantidade ínfima de votos. “Nós apenas orientamos a melhor forma de usar a verba e ajudamos as candidatas com relação à prestação de contas”.

Jornal Midiamax