Pepa diz que jantar com governador foi para atender demanda dos moradores

Vereador afirma estar com a consciência tranquila

O vereador Pedro Pepa (DEM), que a está com a prisão preventiva pedida pelo promotor de Justiça Eteócles Brito Mendonça Júnior, disse nesta sexta-feira ao Mídiamax que em nenhum momento descumpriu qualquer decisão judicial. “Eu fui naquele jantar a trabalho, numa agenda oficial do governo. Estava lá naquele jantar para despachar com o governador  uma demanda dos moradores da rua dos Caiuás”.

“Estou com a consciência tranquila e aguardando a decisão da Justiça. Estou tranqüilo porque fui lá por uma boa causa, exercendo o meu mandato. Acho que esse é o meu papel enquanto vereador.A pavimentação daquele trecho que está  faltando na rua Caiuás  não poderia ficar de fora. Além disso eu moro na região”, explicou o vereador.

Questionado a respeito da presença do vereador Idenor Machado (PSDB),  Pepa disse que “ele estava lá na mesa sim”, mas que em nenhum momento isso configurou qualquer contato com o colega. “O próprio governador já tinha dito que quem não tivesse falado lá no encontro da   Sanesul, poderia falar no outro compromisso, que também era oficial”.

Segundo o vereador, todos os documentos que comprovam que ele estava lá no cumprimento de agenda oficial já foram apresentados pelo seus advogados. “Não podia perder aquela oportunidade de reivindicar ao chefe do Executivo os pleitos que foram feitos pelos meus eleitores”, disse Pepa, ressaltando que “em nenhum momento houve quebra  do que foi estabelecido pela Justiça”.

Prisão

O MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) pediu a prisão dos vereadores Idenor Machado (PSDB) e Pedro Pepa (DEM) por participarem de jantar do evento Governo Presente com o governador Reinaldo Azambuja (PSDB), realizado no Buffet Luzly, em Dourados em 20 de novembro deste ano. Ambos haviam sido presos durante os trabalhos da Operação Cifra Negra e estavam em liberdade por habeas corpus que incluía medidas cautelares.

Dentre as proibições previstas em decisão judicial estava não ter contato com nenhum dos demais investigados, testemunhas nem funcionários da Câmara, com exceção do estrito exercício parlamentar e em local público. Na alegação do MPMS, os réus não poderiam participar de evento informal e ‘a portas fechadas’ com o governador. Pedido de revogação das cautelares e recondução à prisão preventiva foi protocolado na quinta-feira (12) pelo promotor de Justiça Eteócles Brito Mendonça Júnior.

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