PDT deve punir vereadores que não assinaram CPI dos Ônibus

Reunião do diretório está marcada para quinta-feira

O PDT municipal deve punir com advertência os vereadores Ademir Santana e Odilon Oliveira Júnior por não terem assinado a favor da instauração da CPI (comissão Parlamentar de Inquérito) do Consórcio Guaicurus. Presidente municipal do partido, Yves Drosghic informou nesta segunda-feira (18) que a reunião da Executiva acontece na próxima quinta, dia 21.

“Vamos colocar em julgamento o processo administrativo, que resultou em parecer por advertência. O caso foi analisado pelo Conselho de Ética, que abriu defesa prévia, recebeu os representados e, depois do parecer, encaminhou para julgamento nesta quinta”, explicou.

Segundo Yves, é possível que outros membros sugiram outro parecer, que pode optar até mesmo pela expulsão dos vereadores, mas que deve ser encaminhado de forma fundamentada. “Durante o julgamento, o parecer pode ser aplicado ou arquivado”.

O presidente municipal ressalta que a manifestação que aconteceu na última sexta-feira (15), quando faltaram ônibus no Terminal Morenão e mulheres acabaram feridas após a reação da Guarda Municipal com spray de pimenta, agrava a situação.

“O parecer pela advertência acontece porque havia uma determinação do partido pela assinatura de instauração da CPI. Essa manifestação da sexta ratifica a posição do partido sobre isso. A Guarda passou de todos os limites da falta de respeito, assim como o Consórcio Guaicurus, com a população. O partido entende que sempre é preciso focar ao lado do trabalhador”, concluiu.

Denúncia

Os vereadores do PDT em Campo Grande, Odilon Junior e Ademir Santana, foram denunciados à comissão de ética da sigla em setembro por não acatarem diretriz da Executiva municipal e se posicionarem contra a abertura da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) dos Ônibus na Câmara Municipal.

A representação foi protocolada no diretório municipal no início da tarde. “É uma coisa que eu estou fazendo, porém é uma vontade de todo o diretório municipal”, afirma o autor do pedido, Jonathan Malaquias, que é professor e integrante da executiva municipal.

“A nossa deliberação não foi aceita pelos vereadores, então hoje eu entrei com essa representação para que comissão de ética apure os fatos e puna os vereadores conforme o estatuto do partido, pelo não atendimento da decisão partidária”, relatou à época.

 

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