Orientação do PDT é que diretórios em MS busquem nova política, revela Ciro Gomes

Líder trabalhista acredita que o remédio para a 'política ruim' é trocá-la, ao invés de ignorá-la

Principal líder do PDT, o ex-ministro e candidato a presidente em 2018, Ciro Gomes, afirmou nesta sexta-feira (16) em visita a Campo Grande que a orientação dada pela Executiva nacional do partido para os diretórios municipais, na formação das chapas das eleições de 2020, é que busquem inovar, em uma espécie de nova política.

“Estamos apostando em novos nomes, especialmente eu, por que o Brasil precisa restaurar a confiança perdida na política, que já deu muitos maus exemplos, mas fora dela não tem solução para o preço da cesta básica, nem saúde, nem educação, nem emprego. O remédio para a política ruim não é negar a política, é trocá-la”, destaca Ciro.

O líder trabalhista ainda frisa que o Brasil precisa de um movimento que se comprometa com a população além do discurso político, que segundo ele, está desmoralizado. Ele também aponta que é preciso de uma “agenda real” para acompanhar a vontades populares, e para isso é preciso de inovação e audácia.

“Passamos por uma crise estrutural tão grave que prefeitos serão bastante pressionados por respostas, e as respostas tradicionais não serão mais possíveis. Então é preciso introduzir a imaginação, ideias novas, um trabalho fora dos padrões tradicionais, e envolver a participação conscientes da população nisso”, opina o pedetista.

Críticas a gestão Bolsonaro

Ciro Gomes desde a campanha eleitoral do ano passado foi crítico do atual presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL). Agora, ele endossa as reclamações diante de problemas enxergados na gestão da capitão reformado do Exército Brasileiro.

“Geramos empregos sem qualidade alguma, nossos irmãos andando de motocicleta à noite toda e ganhando R$ 5, em uma espécie de ‘uberização’ do trabalho. Temos o maior nível histórico de endividamento das famílias, e está se agravando. Isso é que importa a gente observar, não é questão de paixão, de gosto ou não gosto”, comenta.

Além disso, Ciro indica que existem 67,5 milhões de brasileiros com o nome sujo nos serviços de proteção de crédito e que no governo Bolsonaro está aumento cada vez mais o número. A queda na produção e ocupação industrial e redução de investimentos nas contas públicas também foram alvos de críticas.

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