Novo chefe da Sudeco promete foco em cidades mais pobres e agronegócio

Nelson Fraga foi assessor parlamentar do ex-senador sul-mato-grossense Moka (MDB) entre 2011 e 2018

Nomeado para substituir o sul-mato-grossense Marcos Derzi na chefia da Sudeco (Superintendência de Desenvolvimento do Centro-Oeste), Nelson Vieira Fraga Filho promete dar atenção ao agronegócio, melhorias na infraestrutura e logística, aos corredores de exportação e ao desenvolvimento dos municípios mais pobres.

Mineiro e morador de Brasília (DF), Nelson tem laços com o Mato Grosso do Sul por sua atuação em frentes do cooperativismo e agronegócio, além de ter sido assessor parlamentar do ex-senador Waldemir Moka (MDB-MS), o que ele considera que pode ajudar nas articulações de projetos e recursos para o Estado.

“No período que trabalhei com o Moka pude viajar e conhecer o Mato Grosso do Sul, participando de projetos aí como o Parque Tecnológico da Fronteira, em Ponta Porã, e o programa de revitalização da Erva Mate. Sempre atuei vinculado a um setor muito forte aí, que é o da agropecuária e e política de crédito”, explica Fraga.

Entre as principais preocupações do novo superintendente estão os municípios com IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) mais baixo e setores essenciais para a economia, como o agronegócio, além da infraestrutura e logística. Ele também revela que sua nomeação partiu de uma indicação do governador goiano Ronaldo Caiado (DEM).

“O convite partiu dele, para preencher a vaga com alguém de quadro técnico. Aceitei esse desafio sabendo que todos os Estados estão em dificuldade. Antes eu já tinha sido indicado para o cargo de diretor administrativo da Sudeco, através da FPA [coordenada na época pela hoje ministra Tereza Cristina (DEM)]”, revela Nelson Fraga.

Desafio

Economista e técnico agropecuário, Nelson considera sua atuação “multisetorial”, atuando no Congresso desde agosto de 1996, quando começou a assessorar trabalhos na Câmara dos Deputados. Dali, ele partiu em maio e 2011 para a assessoria parlamentar de Moka, onde permaneceu até o fim de 2018.

Na Sudeco, ele terá que lidar com restrições orçamentárias que foram alvos de reclamação de seu antecessor, Marcos Derzi, em audiência no Senado, em março deste ano. Ele apontou que 90% dos recursos do órgão são prevenientes de emendas parlamentares, conseguindo em 2018 cerca de R$ 60 milhões.

Para ele, o valor era insuficiente para desenvolver projetos nos 466 municípios do Centro-Oeste, então optou-se por fazer a compra de máquinas, tratores e caminhões para cerca de 100 cidades da região. Derzi estava à frente da Sudeco desde o governo Temer e foi indicado pelo então senador Pedro Chaves (PRB).

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