Nelsinho defende indicação do filho de Bolsonaro para embaixada nos EUA

Atual debate é de que indicação de Eduardo Bolsonaro poderia configurar nepotismo

Presidente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional no Senado, Nelsinho Trad () afirmou não ver problema algum em uma eventual indicação do presidente () para o filho Eduardo assumir o cargo de embaixador do Brasil nos Estados Unidos.

Em entrevista na quinta-feira (11), o presidente da República disse que já havia cogitado a possibilidade no passado, mas que voltou a considerá-la nesta quinta, um dia depois de Eduardo completar 35 anos, idade mínima para um brasileiro assumir uma representação diplomática. O filho do presidente afirmou que a proximidade do anúncio com a data foi uma “feliz coincidência”.

Em entrevistas e nas redes sociais, o senador Nelsinho demonstrou ver com bons olhos a indicação.

“Uma embaixada desta importância e um ato como este, que é discricionário do presidente, deve ser ocupado por alguém que é da coronária dele. O Eduardo tem uma militância na área de relações internacionais antes mesmo de ser deputado”, justificou o congressista sul-mato-grossense.

O deputado federal (-SP) deixou claro que aceitaria um convite de seu pai, , para assumir o cargo de embaixador do País nos Estados Unidos. Para assumir, o parlamentar teria que renunciar ao mandato.

“Se for da vontade do presidente e ele realmente me entregar essa função de maneira oficial, eu aceitaria”, afirmou em coletiva na Câmara dos Deputados.

Para assumir o cargo, Eduardo terá de abrir mão do mandato de deputado federal. Na coletiva, ele afirmou que renunciará caso seu nome seja confirmado. Além da indicação do presidente, o parlamentar terá que ser sabatinado pelo . Só depois desse rito, é que o filho do presidente viraria embaixador.

Ao perguntar se a indicação não configuraria nepotismo, admitiu que pode ser alvo de críticas, mas que há um entendimento do Supremo Tribunal Federal que em casos análogos a esse, não configuraria uma nomeação ilegal.

“A possibilidade pode ocorrer, mas a primeira análise que fizemos aqui é que não se enquadraria nisso. Seria uma indicação igual como de um presidente indicar um ministro. Estaria fora da súmula vinculante. Fora da questão do nepotismo”.

Nelsinho defende indicação do filho de Bolsonaro para embaixada nos EUA
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