Nas redes sociais, maioria dos políticos de MS se cala sobre greve geral desta 6ª

Representantes do PSL falaram do assunto com críticas abertas ao movimento.

A maior parte da classe política sul-mato-grossense preferiu não comentar as manifestações de trabalhadores, na greve-geral realizada nesta sexta-feira (14) em todo o País. Em Campo Grande, o movimento contou com passeata pelas ruas do Centro, encerrando na Praça Ary Coelho.

Entre as pautas do protesto, estiveram a reforma da previdência e os cortes na educação feitos pelo Governo Federal. As manifestações chegaram a interromper o transporte coletivo urbano no início da manhã, dificultando a vida de quem precisava chegar ao trabalho.

Já nas redes sociais, tanto de chefes do Executivo quanto dos representantes do Legislativo preferiram não se manifestar sobre o assunto, que ocupou o primeiro lugar entre os mais comentados do twitter com a #grevegeral. Em suas postagens, eles optaram por tratar de questões diversas e dar sequência nas ações dos mandatos.

Há pouco, o deputado estadual Cabo Almi (PT) rompeu o silêncio e postou foto de manifestantes segurando cartazes. Na legenda, manifestou seu apoio ao ‘ato contra a reforma da previdência e contra todos os direitos que atingem os trabalhadores e estudantes’ e disse estar junto nessa luta.

 Crítica

Enquanto a quase totalidade da classe política ignorou a greve, representantes do PSL reprovaram a ação. O deputado federal Loester Trutis (PSL) usou suas redes sociais para, indiretamente, criticar o movimento. O parlamentar postou foto de uma das manifestações da qual participou anteriormente com a legenda ‘quem trabalha protesta domingo’, em referência ao fato de o protesto dos trabalhadores estar sendo realizado em dia útil.

Movimento disseminado na internet com a #dia14Brasiltrabalha também criticou o protesto. A hashtag inclusive foi usada pela senadora Soraya Thronicke (PSL) que sugeriu a ‘troca de um grevista por um desempregado’.

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