Não vendi gado, não dei nota fria, ironiza Puccinelli em visita à Câmara de Campo Grande

Ex-governador esteve na Casa na manhã desta quinta-feira (5) e falou sobre Rose no MDB para 2020

“Eu não vendi gado, não dei nota fria. Não tive problema nenhum e o meu problema está resolvido”, comentou entre risos nesta quinta-feira (5) o ex-governador André Puccinelli (MDB) na Câmara de Campo Grande, ao ser questionado sobre a ofensiva determinada pelo STJ na investigação da Operação Vostok, que ouve 110 nomes na sede da Polícia Federal de MS.

Em rápida passagem pelos gabinetes, Puccinelli disse que foi ao local cumprimentar colegas. Servidores e parlamentares se aglomeravam e aguardavam, entre uma pergunta e outra, um momento para falar com o ex-governador.

Abordado no estacionamento, Puccinelli cumprimenta colegas (Richelieu Pereira, Midiamax)

Questionado sobre declaração do pecuarista Ivanildo da Cunha Miranda, delator da Operação Lama Asfáltica e que também é investigado na Operação Vostok, que havia afirmado ser operador tanto dele como do atual governador Reinaldo Azambuja (PSDB), André negou.

“Ele [Ivanildo] é compadre do homem. É sócio do homem. Operador do MDB? Não, é mentira dele. Ele era do Banco Bradesco de Maracaju e é compadre do Reinaldo. Não vendi gado com ele, não tive nada com ele”, afirmou.

Puccinelli comemorou andamentos favoráveis em um dos inquéritos da Operação Lama Asfáltica, da qual é réu, na Justiça Estadual. “Vocês viram na votação do mérito da decisão. Falaram que a prisão foi ilegal”.

Rose no MDB?

Questionado sobre as conversas entre a deputada federal Rose Modesto (PSDB) e o MDB, Puccinelli disse que a candidata tucana que teve 42% dos votos em 2016 na disputa pela Prefeitura de Campo Grande, terminando em segundo lugar, tem chances em 2020. “A Rose e qualquer um que for candidato pelo MDB tem chances. Eu estou fora”, resumiu.