‘Não espero mais nada’, diz prefeito após demissão no BNDES e atraso de repasse

Recurso da obra da Avenida Ernesto Geisel está três meses atrasado e governo federal só repassou 30%

Com troca de ministros e demissão de presidente, “tudo volta à estaca zero” em Brasília, reclamou o prefeito de Campo Grande, Marquinhos Trad (PSD), durante o sorteio do IPTU dá Prêmios nesta segunda-feira (dia 17).

A recente “novidade” é a demissão do presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), banco que o município possui pedidos de financiamentos em andamento.

“Quando troca, trocam todos os funcionários. Ou a gente faz aqui, com nosso dinheiro, se contentando com algumas melhorias que a gente está tendo, porque não conseguimos nada lá [em Brasília]”.

O chefe do Executivo municipal citou a obra da Avenida Ernesto Geisel, cujo repasse está  três meses atrasado. A promessa era que o recurso federal seria normalizado neste mês, mas segundo o prefeito só 30% da verba foi quitada. “Daqui um mês como vai ser? Eu não acredito em Brasília, não espero mais nada”.

A saída de Joaquim Levy da presidência do BNDES ocorreu no domingo (dia 16), um dia depois de Jair Bolsonaro (PSL) ameaçar publicamente sobre a demissão, caso o dirigente não suspendesse a nomeação do advogado Marcos Barbosa Pinto do cargo de diretor do Mercado de Capitais do banco. [Informações do Portal Uol].

Além desta situação, em uma semana, Bolsonaro afastou três chefes de seu governo. Carlos Alberto dos Santos Cruz da Secretaria de Governo,  Franklimberg Freitas da presidência da Funai e, do Correios, o general Juarez de Paula Cunha.

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