Ministro quer abrir escritório do Itamaraty em MS para discutir Rota Bioceânica

Ernesto Araújo, ministro das Relações Exteriores, veio a Campo Grande para falar sobre Rota Bioceânica com representantes de países vizinhos, nesta sexta-feira

Em Campo Grande nesta quinta-feira (22) para o encerramento da VIII Reunião do Corredor da Rota Bioceância, o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, afirmou que avalia abrir um escritório do Itamaraty em Campo Grande, para discutir especificamente questões que envolvam o corredor rodoviário que vai ligar os oceanos Pacífico e Atlântico.

O encontro para discussão do assunto ocorreu no Hotel Deville e contou com o governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (PSDB), do senador Nelson Trad Filho (PSD), além dos representantes do Chile, Argentina e Paraguai.

Segundo Ernesto Araújo, a ideia do escritório surgiu na manhã desta quinta-feira, durante conversa com o governador. O intuito é saber quais são as prioridades do Estado no que diz respeito à Rota Bioceânica e, a partir disso, definir como o governo federal contribuirá com a viabilização do projeto em solo brasileiro.

Colocada como “fundamental” para a rota, a “integração burocrática” nas aduanas é um dos principais pontos a partir de agora. O ministro afirmou que vai se reunir na sexta-feira (22) com o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, para discutir forma de resolver as burocracias de entrada e saída dos países.

A ideia, afirma, é estabelecer uma única aduana, ao invés de várias, onde possa ser pago impostos e emitidas documentações referentes a todo trajeto. Outro ponto destacado pelo ministro é a viabilização de recursos para adequação da BR-267, que dará acesso a ponte a ser construída entre Porto Murtinho e Carmelo Peralta, no Paraguai.

Na quarta-feira, os representantes da Argentina, Chile e Paraguai pontuaram a importância de facilitar o tráfego entre os países, para que a rota seja eficiente. O embaixador do Chile, Roberto Ruiz, afirmou que está sendo feito um plano para diminuir a burocracia na fronteira. O documento deve ainda ser discutido entre os envolvidos, antes de ser definido como modelo para rota.

Mais notícias