Minha ligação não é com Bivar, diz Coronel David após buscas da PF contra presidente do PSL

Membro do PSL em MS disse ser ligado a Bolsonaro, não ao partido

O deputado estadual Coronel David (PSL) disse nesta terça-feira (15) na Assembleia Legislativa ser ligado ao presidente da República Jair Bolsonaro e não ao presidente da sigla, Luciano Bivar, ao ser questionado sobre as buscas realizadas hoje no apartamento do correligionário.

“Minha opinião é a mesma do presidente. É preciso abrir as contas. Todos nós que falamos em nova política temos que dar o exemplo e tronar a aplicação de recursos o mais transparente possível. Lamento esses problemas e espero que as investigações mostrem a realidade, mas a minha ligação não é com o Bivar, é com o presidente”, alfinetou.

Isto porque em dezembro do ano passado, a senadora Soraya Thronicke (PSL) afirmou que assumiria a assumir a presidência do partido em Mato Grosso do Sul após proposta do presidente nacional da sigla, Luciano Bivar.

“O pedido é para que a presidência seja composta pelos eleitos, pelas pessoas eleitas. As pessoas com o maior número de votos que ele [Bivar] chamou”, disse a senadora na época. A reportagem entrou em contato com a assessoria da senadora e aguarda posicionamento da parlamentar sobre as buscas.

David relembrou ainda que há impasse no partido no Estado, mas que aguarda a decisão de Bolsonaro para afirmar se deixa o PSL ou não. “O partido que se escora no discurso da ética e transparência de uma política em cima de princípios cristão, defesa da família… essas questões [investigações e buscas da Polícia Federal] enfraquecem. E quem não concorda com isso tem razão em fazer críticas”.

Capitão Contar (PSL) afirmou ser ‘Bolsonaro muito antes de ser PSL’. “Estou no partido por força de lei, por obrigação da Justiça em me filiar para disputar uma eleição. A transparência tem que ser de 100%. Na minha opinião, tudo o que envolve recurso público tem que ser transparente. Bolsonaro é o líder e eu repeito as atitudes dele. O presidente nacional tem que prestar contas”, opinou.

Candidatos laranjas

A ação desta terça-feira busca saber se houve fraude no emprego dos recursos destinados às candidaturas de mulheres – ao menos 30% dos valores do Fundo Partidário deveriam ser empregados em campanhas femininas. Segundo a PF, há indícios de que o dinheiro foi desviado e usado por outros candidatos.

O advogado de Bivar e do PSL divulgou nota afirmando estranhar a operação em um momento de “turbulência política” – nos últimos dias, Bolsonaro atacou o PSL, ameaçou deixar o partido e foi criticado por Bivar. A PF e o TRE em Pernambuco, onde aconteceram as buscas, não quiseram comentar a declaração.

 

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