Militares custam R$ 47 bilhões e contribuem com R$ 3 bilhões, diz Ciro ao criticar Reforma

Em MS, Ciro Gomes criticou aprovação da Reforma da Previdência

Em Campo Grande nesta sexta-feira (16) de manhã para palestrar sobre reformas econômicas e sociais durante a V Semana Acadêmica de Economia da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), Ciro Gomes criticou como foi aprovado o projeto de Reforma da Previdência na Câmara dos deputados, em tramitação agora no Senado, e apontou como exemplo os militares, que não entraram no projeto.

“Nós do PDT fomos os únicos antes das eleições que afirmamos a necessidade de uma Reforma da Previdência. Fui o único que apresentei proposta com começo, meio e fim, tudo arrumado. O déficit da Previdência esse ano é de R$ 50 bilhões. Os militares custam hoje R$ 47 bilhões aos cofres públicos e contribuem com R$ 3 bilhões. Qual a contribuição que aumentou para eles nessa reforma? Nenhuma”, criticou.

Ciro destacou que o Brasil é uma sociedade ‘gravemente cortada em classes’ e que apenas cinco brasileiros mais ricos acumulam renda equivalente ao que possuem 100 milhões de pessoas.

“Na Previdência isso precisa ser levado em consideração. Nossa proposta equilibrava as coisas em três pilares: social, que pagaríamos um salário mínimo de pensão ou de aposentaria para 100% dos brasileiros para quem pode ou não contribuir retirando os ônus desse financiamento da previdência e colocando no tesouro. O segundo pilar regime de repartição até um teto de R$ 5 mil reais, para todo mundo, incluindo militares. E um terceiro, de capitalização público com contribuição patronal de adesão voluntária para quem quer aposentadoria maior dos que estão no pilar dois”.

Sobre ter aberto processos na comissão de ética contra os deputados do PDT que votaram a favor da Reforma, Ciro destacou, para justificar o ato do partido, que a proposta do governo era uma promessa de tirar o déficit da previdência em 10 anos. “Ao custo de R$ 83 de cada R$ 100 serem no lombo de quem vive no regime geral da previdência social, que são os mais pobres”.

“Falam que os políticos que vão estar submetidos ao teto de R$5,8 mil, isso é uma grossa mentira. Essa novidade de teto só vai valer daqui a 39 anos, quando o novo deputado eleito tiver 35 anos de contribuição, com 65 no mínimo de idade se for homem. Daqui 39 anos vamos ter que efeito sobre os deputados? Isso é ridículo, além do que não traz efeito nenhum para a população a curto e médio prazo”, finalizou.

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