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Ovando defende cortes de Bolsonaro: ‘medidas só estão começando’

Luiz Ovando falou em excessiva manipulação dos alunos e professores pela esquerda

O deputado federal de Mato Grosso do Sul, filiado ao PSL, Luiz Ovando, comentou sobre os cortes na educação feitas pelo Governo Federal e disse que é preciso tomar medidas e que elas estão apenas começando.

Ovando citou números e falou em porcentagens, para mostrar seu posicionamento. Ontem (15), o ministro da Educação, Abraham Weintraub esteve na Câmara dos Deputados para explicar aos parlamentares os motivos dos cortes, que gerou vários protestos de alunos em Mato Grosso do Sul e em várias cidades do País.

Para o deputado federal, participar da reunião com o ministro, era “perda de tempo”. “Creio que saíram frustrados também porque a resposta do ministro todos já sabíamos. Mostrou que há falta de recursos, optou pelo contingenciamento que é um termo técnico para não pagar o que está no orçamento e isso é em obediência à lei de responsabilidade fiscal. Tão logo tenha dinheiro recobra-se o pagamento”.  

No entendimento de Ovando, não se faz contingenciamento com salários ou bolsas em curso. “O ministro mostrou também que as universidades federais estão em colocação ruim no cenário internacional. No impacto em porcentagem de publicações, a USP (Universidade de São Paulo) que não é Federal, está em 90° lugar e a primeira Federal na classificação é a UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul), que está em 208°”.

Citando os números, Luiz Ovando afirmou que mostra que os 7% dos PIB (Produto Interno Bruto), investidos na educação, não tem tido o retorno esperado se comparado às universidades européias. “Há excessiva manipulação dos alunos e professores pela esquerda deste país. A avaliação tem que ser objetiva e o processo está iniciando”.

A revista inglesa Times Higher Education (THE) fez uma elaboração de ranking das melhores universidades do mundo – 1.250 no total de 36 países-, e 36 instituições brasileiras estão na lista. A UFRGS citada pelo deputado, aparece entre as posições 601 a 800.

CORTES

No final de abril, o Ministério da Educação (MEC) cortou R$ 1,7 bilhão do orçamento de 63 universidades e 38 institutos federais de ensino. O valor representa 24,84% dos gastos não obrigatórios (chamados de discricionários) e 3,43% do orçamento total das federais.

De acordo com o governo, o corte foi aplicado sobre gastos não obrigatórios, como água, luz, terceirizados, obras, equipamentos e realização de pesquisas. Despesas obrigatórias, como assistência estudantil e pagamento de salários e aposentadorias, não foram afetadas.

Isso gerou vários protestos de alunos e professores das universidades ontem no País.

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