Mandado para prender assessor é de MG, por condenação de tráfico de drogas

Documento foi expedido pela 3ª Vara Criminal da Comarca de Juiz de Fora em julho de 2018

O mandado contra o ex-assessor parlamentar Helieverson de Souza Navarro foi expedido pela 3ª Vara Criminal da Comarca de Juiz de Fora (MG) em julho do ano passado e tem validade até 2031. Na terça-feira (2) policiais à paisana foram até a Câmara Municipal de Campo Grande, para tentar cumprir a medida, mas não encontraram o autor.

De acordo com o documento, a prisão é definitiva, em cumprimento a condenação que Helieverson tem em processo do TJMG (Tribunal de Justiça de Minas Gerais), de agosto de 2012, por tráfico de cocaína. Em condenação em primeira instância ele pegou pena de quatro anos, três meses e dez dias de prisão, em regime fechado. Entretanto, o documento se refere a pena de oito anos de prisão, em regime fechado.

A reportagem entrou em contato com a Polícia Civil de Mato Grosso do Sul para confirmar se ela recebeu o mandado de Minas Gerais, mas, de acordo com a assessoria de imprensa, o sistema interno não registra mandados a serem cumpridos de outros estados, apenas quando eles se concretizam.

Na busca pela ficha criminal de Helieverson, ainda conforme a assessoria, não consta nenhum crime praticado em Mato Grosso do Sul.

Um dia após a tentativa de cumprimento da medida, a Câmara Municipal publicou a exoneração do servidor, que estava lotado no gabinete da vereadora Enfermeira Cida Amaral (Pros). Segundo a assessoria de imprensa da Casa, quando o funcionário foi contratado, o RH (Recursos Humanos) da Câmara checou seus antecedentes, porém, como não há interligação entre os sistemas dos Tribunais de Justiça, nada foi encontrado no nome de Helieverson.

Em conversa com a vereadora, na manhã desta quinta-feira (4), ela informou que conheceu o assessor durante a campanha e que Helieverson tinha conduta compatível com o cargo. Ele foi nomeado em novembro de 2018. Logo após descobrir o fato, a parlamentar procurou o presidente da Casa, vereador João Rocha (PSDB), que decidiu pela exoneração do funcionário. (Com Guilherme Cavalcante e Richelieu Pereira)

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