Kemp diz que plantação de cana-de-açúcar no Pantanal pode diminuir exportação de etanol

Segundo deputado, países compradores de etanol brasileiro exigem preservação do meio ambiente

O debate sobre a liberação de cana-de-açúcar no Pantanal, voltou à ALMS (Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul) na sessão desta quinta-feira (21). O deputado estadual Pedro Kemp (PT) usou a tribuna para falar sobre os países que compram etanol do Brasil, exigem a preservação do meio ambiente.

Kemp se mostrou preocupado com a permissão do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), para o cultivo no Pantanal. “A decisão pode ter efeito negativo com os países importadores. O Japão, por exemplo, exige que a plantação do etanol não cause prejuízo em biomas fundamentais”.

O deputado disse também que o zoneamento ecológico já previa que poderia ser plantado a cana-de-açúcar em uma área oito vezes superior a já plantada. “Podemos continuar cultivando essa cultura sem ampliar tanto a área de plantio. Parece que o governo não se importa com estudos científicos e querem transformar o Pantanal em canavial e pasto. A questão ambiental é para a sobrevivência do planeta e das futuras gerações”, disse.

Zé Teixeira (DEM) defendeu o decreto de Bolsonaro. “Com o decreto, os proprietários conseguirão mandar em suas terras, que possuem muita aptidão. Isso é muito positivo, vai gerar renda e emprego no campo”.

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