Irmão de Reinaldo Azambuja chega para depor em força-tarefa da Operação Vostok

Beto Azambuja é pecuarista e foi intimado para prestar depoimento no final dessa tarde de terça-feira

Chegou há pouco à sede da PF (Polícia Federal) de Campo Grande para depor na força-tarefa da , Roberto de Oliveira Silva, conhecido como Beto Azambuja. Ele é irmão do governador Reinaldo Azambuja (PSDB) e foi um dos vários intimados prestar depoimento, em determinação do STJ (Superior Tribunal de Justiça).

Ele, assim como os demais ouvidos, deve responder ao delegado responsável pelas oitivas perguntas sobre suposto esquema de corrupção em que foram realizados pagamentos de propinas a políticos e servidores públicos em troca de incentivos fiscais, conforme delação feita pelos irmãos Wesley e Joesley Batista, da JBS.

Conforme uma das testemunhas ouvidas pela PF e que conversou com a reportagem do Jornal Midiamax, o desdobramento da quer saber a procedência de R$ 12 milhões que estava em conta bancária que teria sido usada para pagamentos de negociações de venda de gado em Aquidauana, cidade localizada a 143 km de Campo Grande.

Uma das linha de investigação da PF é que foram usadas notas frias de compra e venda de gado na tentativa de mascarar a procedência ilícita do dinheiro de propina. Mais de 110 pessoas, entre investigados e testemunhas, serão ouvidos por delegados que veio de Brasília (DF) para coletar as informações no Mato Grosso do Sul.

Roberto chegou à sede da PF acompanhado do advogado de seu irmão, Gustavo Passarelli. Beto Azambuja é pecuarista e consta no TRE-MS (Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul) como doador da campanha de Reinaldo, tendo repassado em 2014 a quantia de R$ 700 mil à campanha ao Governo do Estado do tucano.

Força-tarefa da

O STJ determinou nesta terça-feira (3) uma ação coordenada de desdobramento da , decorrente do IPL (Inquérito Policial) 1.190, após cumprimento dos mandados de busca, apreensão e quebra de sigilos telefônicos e fiscais realizados em 2018. Além de MS, são ouvidas testemunhas e investigados em São Paulo, Paraná, Mato Grosso e Ceará.

A investigação teve origem no acordo de colaboração dos executivos da JBS, conglomerado com atuação no ramo de alimentos, e apura suposto esquema de corrupção na concessão de benefícios fiscais pelo Governo do Estado de Mato Grosso do Sul através da Sefaz (Secretaria de Estado de Fazenda).

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