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Era para Guarda Municipal estar armada há 6 meses, reclama vereador após massacre

Carlão defende mudança para que Guardas atuem em escolas

O vereador Carlão (PSB) não poupou críticas ao secretário municipal de Segurança Valério Azambuja nesta quinta-feira (14) durante sessão na Câmara Municipal de Campo Grande. O parlamentar reclamou que a Guarda Municipal deveria estar armada há seis meses, mas que muitos ainda não receberam o equipamento.

“Eu acho que ele é policial federal, poderia ser secretário [estadual] de segurança pública. Eu acho que ele quer levar a guarda para um patamar sem estrutura. Nós não temos estrutura para colocar a Guarda onde ele quer. A guarda era para estar armada há seis meses, e até hoje não tem ninguém armado. Tem mais é pouco. Muitos não receberam arma. Não sei como esse cara conseguiu ficar”, disse.

Carlão chegou a chama-lo de ‘incompetente’ da Mesa Diretora, de onde acabou fazendo críticas durante a discussão dos vereadores sobre o massacre em Suzano, São Paulo, nesta quarta-feira (13), quando um adolescente e um jovem mataram a tiros oito pessoas e depois se suicidaram.

“As escolas estão sem seguranças, guardas para cuidar de prédios públicos. Não sei de onde veio esse Azambuja, que veio de paraquedas. Eu acho ele um incompetente”, disparou. Carlão disse ainda que um projeto seu de 2015 e que está parado na Casa sugere instalação de cercas elétricas nas escolas e Emeis (Escolas Municipais de Educação Infantil).

“Uma vez um pai de família se separou da mulher e foi num Ceinf [antiga denominação para Emei] e catou o guri dele e derrubou o diretor, empurrou não sei quem. Catou o guri dele e foi embora. Não tinha um guarda. Antigamente tinha. Então, se a guarda municipal vai ser desviada para multar carro no Centro e para fazer policiamento ostensivo metropolitano, tudo bem, concordo, que é um serviço do Estado, não é da prefeitura. Só que aí nós temos que mudar a lei dela [da Guarda[“.

O vereador não concorda com o uso da Guarda para cuidar apenas de patrimônio, como está atualmente no organograma da carreira. E citou a quantidade de Guardas em prédios, quando poderiam estar nas ruas ajudando o Estado a coibir a violência.

“Vai na Polícia Federal agora. Se não tiver 12 guardas municipais na recepção da federal, tiraram agora, mas tinha. Lá não precisa de guarda. Faz convênio. Tira os guardas de lá e coloca nos prédios públicos. Aqui na Câmara também não precisa de guarda e tem 16, 17, abrindo portão. Contrata policial aposentado”, disse.

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