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Empresa do ramo de refrigeração seria alvo de terceira fase da Operação Pregão

Empresa seria de Campo Grande e teria sido contratada sem licitação

Uma empresa de refrigeração seria o alvo da terceira fase da Operação Pregão, deflagrada em Dourados, a 225 quilômetros de Campo Grande, local onde também foram cumpridos os cinco mandados de prisão e oito de busca e apreensão nesta quinta-feira (14).

Segundo o jornal Dourados News, uma empresa do ramo de refrigeração foi contratada na Capital com dispensa de licitação e paga como se a prestação de serviços fosse voltada a uma consultoria jurídica.

Três mandados de prisão acabaram cumpridos em Campo Grande. O ex-secretário de Fazenda, João Fava Neto e o casal identificado até o momento apenas como Ademir e Madalena, que seriam os proprietários da empresa.

Os outros alvos são o ex-diretor do setor de licitações da prefeitura de Dourados, Anilton Garcia de Souza e o tesoureiro da prefeitura, Jorge Rodrigues de Castro. João Fava e Anilton Souza já estavam no PED (Presídio Estadual de Dourados), onde foram notificados no novo mandado de prisão.

Jorge de Castro foi encaminhado ao Ministério Público para prestar esclarecimentos antes da prisão. Todos os mandados foram expedidos pelo juiz Luiz Alberto de Moura Filho, da 1ª Vara Criminal de Dourados.

Operação Pregão

A primeira fase foi deflagrada em outubro do ano passado, tendo por objetivo esclarecer a atuação de uma suposta organização criminosa composta por agentes públicos, políticos e empresários, visando à prática de diversos crimes, incluindo fraude em licitação, dispensa indevida de licitação, falsificação de documentos e advocacia administrativa, além do crime contra a ordem financeira e incidência na conduta da Lei Anticorrupção.

Os atos teriam sido praticados durante a atual gestão do Município de Dourados. Em dezembro, a segunda fase da operação foi deflagrada.

Prisões

Durante a primeira fase, foram presos a vereadora Denize Portollan (PR), o secretário municipal de Fazenda, João Fava Netto, o presidente da Comissão de Licitação, Anilton Garcia de Souza e o empresário Messias José da Silva. Todos seguem presos há cinco meses, inclusive Anilton, que conseguiu um habeas corpus na terça-feira (12) no STJ (Superior Tribunal de Justiça), mas não foi liberado até o momento. E nem deve ser, com o novo pedido de prisão expedido pela Justiça.

A defesa dos outros três entrou com o mesmo pedido ao Superior após a autorização do STJ para Anilton deixar a cadeira.

Durante a segunda fase, foram cumpridos dois mandados de prisão, bem como dois mandados de busca e apreensão. Os alvos eram Rosenildo da Silva França, contador da Prefeitura de Dourados, e Andreia Ebling, a esposa, que foi liberada no mesmo dia. O contador, três dias depois da operação.

 

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