‘É uma questão do Congresso Nacional’, diz Mandetta sobre aplicação do Revalida

Ministro ressalta importância da realização da prova como certificação

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta (DEM-MS), afirma que a quantidade de provas a serem aplicadas no Revalida (Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos Expedidos por Instituições de Educação Superior Estrangeira) é uma questão que deverá ser resolvida pelo Congresso Nacional, e não por sua pasta.

A declaração foi dada em visita realizada na sexta-feira (18) a Campo Grande, para inauguração da nova Casa da Saúde, localizada na rua 11 de Outubro, 220, bairro Cabreúva, no prédio da antiga escola estadual Riachuelo.

“É igual quando você entra dentro de um avião. Você não pergunta se o comandante fez curso, você pressupõe que alguém certificou ele a levantar um Boing com 300 pessoas à bordo e descer com segurança”, frisa o ministro, ao comentar a importância de ser realizado o Revalida com médicos formados fora do Brasil.

Mandetta ainda usou o episódio em que o presidente Jair Bolsonaro (PSL), então candidato, foi esfaqueado em Juiz de Fora (MG). “Ninguém perguntou se o médico [na emergência] era formado, se tinha CRM, se fez residência. Mas ele só está no cargo por que alguém certificou, capacitou e treinou”, opina, completando em seguida.

“Acho que as pessoas tem o direito de fazer medicina em qualquer lugar do mundo, mas é também direito da sociedade saber se a pessoa estudou, se saber o que está fazendo, para ter habilitação para praticar a medicina no Brasil. Se a prova vai ser uma ou duas vezes ao ano é uma questão do Congresso Nacional”, conclui.

Com o ‘boom’ de universidades com curso de Medicina na fronteira entre o Brasil e seus vizinhos, em especial no Paraguai, cresceu também o interesse pelas normas vigentes do Revalida, obrigatório para qualquer médico que não tenha se formado no Brasil, independente de onde seja o seu diploma.

A realização de duas provas ao ano, ao invés de apenas uma, é uma das reivindicações da comunidade estudantil fora do país, mas há também quem cobre mudanças drásticas como a não exigência do teste, dando tratamento igual aos formados em cursos brasileiros.

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