Deputados do PSL de MS concordam com expulsão de Frota por criticar Bolsonaro

O partido alega 'infidelidade partidária' do parlamentar federal por atacar colegas de bancada e o presidente

Os deputados da bancada do PSL na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul concordaram com a expulsão do partido do deputado federal Alexandre Frota (SP). Para ambos, o ex-colega de legenda errou ao criticar o presidente Jair Bolsonaro (PSL).

‘Entendo que aqueles que se dispuseram a enfrentar as urnas dentro do PSL sabiam que teriam, caso fossem eleitos, de defender a política do presidente. Muitos se beneficiaram do nome dele para se eleger’, afirmou Coronel David.

O deputado diz que vê com ‘tristeza’ que Alexandre Frota tenha sido eleito pelo PSL, mas não tenha apoiado ‘devidamente’ as questões votadas no Congresso, ‘fazendo algumas críticas que eu entendo descabidas’.

Renan Contar, do PSL, em pronunciamento na Casa de Leis. (Luciana Nassar, ALMS).

Renan Contar afirma que a postura do expulso foi de ‘infidelidade partidária’ e que houve ‘motivo suficiente’ para medida. ‘É uma prova de que o partido não se apaixona por ninguém, basta fazer o correto’, concluiu.

A expulsão de Frota foi comunicada na terça-feira (13) e ocorreu depois que o parlamentar federal começou a fazer críticas ao PSL e ao governo de Bolsonaro. Ele estava insatisfeito com o veto do Palácio do Planalto a indicações dele para cargos na Ancine (Agência Nacional de Cinema) e a perda de poder do diretório municipal de Cotia, região metropolitana da capital paulista.

Segundo publicou o Estadão, na terça-feira, o partido alega ‘infidelidade’ do deputado por atacar o governo e colegas de bancada. Ele foi criticado, principalmente, por deixar de votar o 2º turno da Previdência, o que foi considerado uma “traição” à legenda.

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