Deputados de MS dizem que radares são ‘pegadinha’ e apoiam decreto de Bolsonaro

Regras mudam para radares móveis

Os deputados estaduais de Mato Grosso do Sul comentaram nesta quinta-feira (15) o decreto do presidente Jair Bolsonaro (PSL) que determinou a suspensão de radares fixos, móveis e portáteis em rodovias de jurisdição federal e muitos são favoráveis à medida, já que consideram a maioria deles como ‘pegadinha’ ao motorista.

Para o deputado Coronel David (PSL), que é da área da segurança pública, é preciso que a multa seja transparente. “Sempre fui contra. Na minha época, orientava a tropa a ficar visível com o radar, não atrás de árvores, ou curvas ou em descida. O motorista precisa ser tratado com respeito. Toda vez que a administração pública se utiliza de forma desviada para punir o servidor eu não concordo”, disse.

Barbosinha (DEM) disse que os radares fixos são instalados a partir de estudos técnicos. “Nos pontos de maiores acidentes, locais com travessia de animais. A preocupação do presidente é com os radares colocados como pegadinha, que acabam não sendo educacionais. O objetivo, aí, é arrecadatório. Esses radares eu também entendo que têm que ser abolidos”.

Para o deputado, os radares fixos são importantes e precisam continuar. “Eles salvam vidas e são fundamentais. Quando tem radar o comportamento muda”, opinou.

Marçal Filho (PSDB) disse que acha difícil ver na estrada pessoas que passam do limite permitido de velocidade. “O nosso principal problema é a falta de educação no trânsito. Mas instalados, com padrão em locais pré-definidos, são importantes”, destacou.

Decreto tira radares?

O despacho do presidente da República Jair Bolsonaro (PSL) que determinou a suspensão de radares fixos, móveis e portáteis em rodovias de jurisdição federal fará com que as vias não tenham mais fiscalização de velocidade? Se você pensa assim, cuidado: as multas podem chegar na sua casa daqui a um tempo.

Isso porque o despacho presidencial suspende a utilização apenas de alguns tipos de radar. A confusão é comum por conta da palavra “fixos” que, na verdade, refere-se a equipamentos de medição que têm mobilidade. Os fixos, no caso, são os radares “móveis” que utilizam tripés.

Os outros dois citados na determinação são os móveis – aqueles que ficam em veículos – e os portáteis – aqueles que agentes da PRF (Polícia Rodoviária Federal) utiliza com as mãos, semelhantes a um secador de cabelo.

Quer dizer: a suspensão de radares não se refere aos tipos “pardal” e “display” (redutores de velocidade com exibição em painel, comuns em Campo Grande e em rodovias federais), que continuarão a flagrar condutores que excederem o limite de velocidade.

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