De volta à Câmara, Braz quer explicações de Geraldo e Mandetta sobre recursos para Dourados

Vereador reassumiu o mandato na sessão da Câmara de Dourados desta segunda-feira

O vereador Braz Melo (PSC) reassumiu o mandato na Câmara de Dourados na sessão ordinária desta segunda-feira (19) e falou do período que esteve afastado após perder os direitos políticos em uma condenação por improbidade administrativa ainda quando era prefeito de Dourados. Ele também pediu audiência pública com secretário de saúde Geraldo Resende (PSDB) – que foi entrevistado nesta segunda-feira (19) pelo Midiamax – e ministro da saúde Luiz Henrique Mandetta (DEM) para cobrar explicações dos recursos para Dourados.

“Quero pedir uma audiência pública com a presença do secretário de saúde e o ministro que é de Mato Grosso do Sul para saber os motivos de Dourados receber tão pouco para a saúde.É inadmissível Campo Grande receber R$ 25 pelo alto e média complexidade e Dourados só R$ 6. Alguma coisa está errada. Quero ouvir o secretário e ministro que é nosso companheiro de Mato Grosso do Sul para resolver esse problema”, falou.

Braz recuperou o mandato depois que o relatório do Acórdão proferido no TRF3 (Tribunal Regional Federal da 3ª. Região) reconheceu a prescrição da pena de execução em relação à perda dos direitos políticos por 8 anos em Ação de Improbidade Administrativa, bem como o teor da Súmula 150 do STF (Supremo Tribunal Federal), segundo a qual prescreve a execução no mesmo prazo de prescrição da ação, a contar do trânsito em julgado da sentença.

No uso da palavra pela primeira vez, o vereador disse que preferiu permanecer calado durante o afastamento, mas recebeu a condenação com surpresa. “Recebi com surpresa a condenação e o afastamento. Mas tinha recurso e eu acreditava que eu tinha razão. Todas minhas contas já haviam sido aprovadas pelo Tribunal de Contas e tinha ficado 14 anos sem me candidatar em nada”, disse o vereador.

Braz também citou que pensou em desistir antes do mesmo do recurso, mas seus advogados o convenceram a seguir em frente. “Pensei em desistir sim. Eles [os advogados] me disseram para seguir em frente”, deu sequência.

Braz durante o uso da palavra

O vereador lembrou que ficou quase 12 meses fora da Câmara e que deixou de fazer muitos projetos para ajudar Dourados. “Foram quase 12 meses que deixei de ir atrás de um repasse maior para a saúde. Que deixei de discutir a nova concessão da Sanesul. De cobrar dignidade na obra do PAM. E acelerar o inicia na obra de revitalização da Hayel Bon Facker, do ginásio de esportes. Ainda bem que o Poupatempo está funcionando”, relatou.

Quanto a espera por uma reposta de seu processo na justiça, Braz chegou a citar em saga para conseguir a decisão. “Quando chegou ao TRF 3 em 19 de setembro do ano passado, o relator foi fazer um curso na Europa e tinha que esperar seis meses para ele fazer o relatório. Quando foram para votar em 20 de maio, um votou o outro pediu vistas e entrou de férias. Mais um tempo de processo parado. Feita a votação somente no dia 19 de julho fui vitorioso”, contou.

Braz também criticou a demora por aprovar a sua volta à Câmara. Sem citar nomes, ele disse que outros processos não tiveram a mesma demora ou burocracia. “Volto com a energia redobrada para continuar trabalhando. Temos que nos unir para o bem dessa grande cidade”, disse.

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