Com relatórios negados, processo de cassação de vereadores réus ganha fôlego na Câmara

Pedidos de arquivamento acabaram negados

A Câmara Municipal decidiu pela continuidade dos processos de cassação contra dois dos quatro parlamentares investigados por corrupção em Dourados, distante 225 km de Campo Grande. Na sessão de terça-feira (12), os relatórios foram à plenário e os pedidos de arquivamento, feitos pelas comissões processantes, negados.

Desta forma, os processos que podem culminar na perda de mandato dos vereadores afastados Denize Portolann (PR) e Idenor Machado (PSDB) ganham novo fôlego na Casa de Leis. A informação é do Dourados News.

Investigado na Operação Cifra Negra, Idenor ganhou liberdade, graças a um habeas corpus concedido pelo TJ-MS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) nesta terça-feira. Ele é acusado de participar de suposto esquema de fraude em licitações da Câmara envolvendo empresas de software.

Aliada da prefeita Delia Razuk (PR), Denize segue presa suspeita de participação em suposto esquema de fraude em licitações na prefeitura, apurados pelo MP-MS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) na Operação Pregão, deflagrada em 31 de outubro de 2018.

Comissões

Definidas em 4 de fevereiro, as comissões têm prazo de 90 dias para encerrar os trabalhos, decidindo pela cassação ou não dos mandados. No caso de Idenor, conforme o Dourados News, todos os 17 parlamentares aptos foram contra o arquivamento, incluindo membros da comissão que haviam dado parecer pelo mesmo.

No caso de Denize, houve uma reviravolta. Presidente da comissão, Romualdo Ramin, que havia pedido arquivamento da denúncia, voltou atrás durante a sessão e votou pelo prosseguimento das investigações. Com isso, todos aptos foram contrários a barrar as investigações.

Demais comissões, que investigam outros alvos da Cifra Negra, Cirilo Ramão (MDB) e Pedro Pepa (DEM), ainda não entregaram seus relatórios, mas devem o fazer nos próximos dias.

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