Com PT e MDB juntos, Assembleia de MS terá dois blocos e uma bancada

Definição foi divulgada nesta terça-feira

A ALMS (Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul) trabalhará nesta legislatura com dois blocos e a bancada do PSDB, segundo definição divulgada pelos deputados nesta terça-feira (5). Com reunião que se estendeu até o final da manhã, o último bloco terá nove deputados e unirá os parlamentares do MDB e PT, rivais históricos no Estado, além do Patriota, DEM e de Jamilson Name (PDT).

Líder do chamado ‘G9’, Márcio Fernandes dividirá inclusive a liderança com um vice petista, o deputado estadual Cabo Almi (PT). Completam o bloco Eduardo Rocha e Renato Câmara (MDB), Lídio Lopes (PATRI), Zé Teixeira e Barbosinha (DEM), Pedro Kemp (PT) e Name (PDT).

O bloco é o único que admite divergências ao governo de Reinaldo Azambuja (PSDB), deixando claro que os parlamentares petistas terão liberdade para votar contra projetos da administração. “Vamos trabalhar pelo melhor para o Estado. Mas antecipo que projetos polêmicos virão e que o bloco terá maleabilidade para deixar os membros petistas votarem enquanto oposição se assim entenderem”, disse.

No entanto, o governador não deve enfrentar dificuldades para aprovar projetos do Executivo, já que não tem nenhuma oposição declarada por parte da maioria dos deputados.

O chamado ‘G10’ reúne o deputado Herculano Borges (SD) e demais novatos da Casa, que são os deputados João Henrique (PR), Gerson Claro e Evander Vendramini (PP), Lucas de Lima (SD), Capitão Contar e Coronel David (PSL), Antônio Vaz (PRB), Neno Razuk (PTB) e Londres Machado (PSD). O bloco ainda não definiu o líder, mas quem tem falado pelos parlamentares é Borges, que foi reeleito.

A bancada do PSDB é o maior da Casa, com cinco parlamentares eleitos: Felipe Orro, Marçal Filho, Onevan de Matos, Professor Rinaldo e o presidente, deputado Paulo Correa.

Comissões

As 16 comissões da Casa devem ser definidas até o final desta semana, segundo o presidente Paulo Correa. Com a maior bancada, o PSDB terá direito de indicar um parlamentar por comissão. As outras bancadas precisam definir seus indicados.

Nesta terça, apenas o ‘G9’ já havia apresentado a lista. O bloco deve disputar a presidência de dez delas, incluindo as mais importantes da Casa: CCJR (Comissão de Constituição, Justiça e Redação) e de Finanças e Orçamento. Cotados como possíveis presidentes estão os deputados Pedro Kemp (PT), Renato Câmara para a de Justiça e Márcio Fernandes e Eduardo Rocha para a de Orçamento.

Presidente há 12 anos da Comissão de Agricultura, Pecuária, Política Rural, Agrária e Pesqueira, Márcio Fernandes não pretende abrir mão do cargo. “Sou e quero permanecer o presidente da Comissão. Tenho uma relação muito próxima com a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, e ambos temos projetos já encaminhados para ajudar a agricultura familiar no Estado”, disse.

Das comissões cujo bloco disputa a presidência, Jamilson Name é a única certeza. Será o único indicado para a Comissão de Serviço Público, Obras, Transporte, Infraestrutura e Administração.

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