Com indicativo de reajuste zero, Kemp defende aumento para quem ganha menos

Servidores administrativos da educação tem salário base de R$ 854, valor abaixo do salário mínimo

O deputado estadual Pedro Kemp (PT) defendeu que o Governo do Estado conceda aumento, pelo menos, para os administrativos da educação, que seriam os servidores do Estado com o menor salário. A administração já sinalizou que não haverá reajuste salarial este ano para o funcionalismo público.

Atualmente a categoria defendida por Kemp tem salário base de R$ 854, valor menor que o salário mínimo, que hoje é de R$ 998. Para o deputado, a alternativa seria fazer a incorporação do abono de R$ 200 pago hoje pelo Estado, para esses servidores.

“Entendemos que é a categoria mais sacrificada, que tem os menores salários e eles estão reivindicando, pelo menos, a incorporação do abono, que foi uma promessa do governo no ano passado. Então se o governo não tiver condições de dar um reajuste para todos os servidores, que pelo menos essa categoria seja vista de forma diferenciada”, declarou o parlamentar.

Com a falta de confirmação no governo sobre o reajuste ou não, a categoria parou suas atividades na segunda-feira (20) e nesta terça-feira (21) decidiu, em assembleia, manter a mobilização, porém, com apenas 1/3, devido a decisão judicial.

Decreto de 8 horas

O deputado também se mostrou contrário a determinação do Governo do Estado que obriga os servidores administrativos a trabalhar 8 horas a partir de julho deste ano. Hoje esses funcionários têm 6 horas de jornada de trabalho.

“Sou contrário a esse decreto que estabelece 8h para servidores administrativos. Num momento tão complicado quanto esse, não tem reajuste salarial, vai aumentar ainda duas horas de trabalho. Medida injusta nesse momento de crise que estamos vivendo” afirmou, lembrando que muitos servidores acabam usando o tempo livre para trabalhar em outro lugar e completar a renda.

Na semana passada alguns deputados estiveram reunidos com o secretário de Governo, Eduardo Riedel, e Kemp afirmou que, apesar de sinalizar pelo reajuste zero, o Governo teria se mostrado disposto a reavaliar a necessidade do aumento na carga horária.

Já sobre o reajuste, o deputado disse que pelos números apresentados, o Estado está “trabalhando no limite” e não tem condições de dar nem 1% de aumento, mas o Estado estuda manter o abono, sem incorporá-lo.

Mais notícias